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Quénia ultrapassa Angola no top das economias subsaarianas

Trabalhadores verificaram a produção numa fábrica de Kitui, Quénia
Trabalhadores verificaram a produção numa fábrica de Kitui, Quénia   -   Direitos de autor  Crédito LUIS TATO / AF
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O Quénia ultrapassou Angola no top das economias africanas e, no final do ano passado, tornou-se na terceira maior economia da região subsaariana, considerou o Fundo Monetário Internacional (FMI). No topo mantém-se a Nigéria e, em segundo, a África do Sul.

O FMI avaliou a evolução de ambas as economias ao longo de 2019 e concluiu que o Produto Interno Bruto do Quénia alcançou, no ano passado, a marca dos 100 mil milhões de dólares (88,2 mil milhões de euros), enquanto Angola, que regista crescimentos negativos todos os anos, desceu para cerca de 90 mil milhões de dólares (79,3 mil milhões de euros).

Além do impacto negativo da crise do petróleo, a moeda nacional angolana, o kwanza, sofreu uma desvalorização a rondar os 30% no ano passado, fruto da reforma do mercado cambial iniciada no ano anterior, ao passo que o xelim queniano manteve-se estável.

A pandemia do novo coronavírus e as medidas de contenção da propagação deverão reprimir ainda mais o PIB angolano, estima a Bloomberg, numa an1alise aos dados do FMI, prevendo-se uma contraçnao de 1,4% da economia de Angola este ano, ao mesmo tempo que o Quénia mantém, para o FMI, uma projeção de crescimento de 1%.

The coronavirus pandemic and restrictions to limit its spread will probably see Angola’s gross domestic product contract 1.4% in 2020, while Kenya’s is projected to grow by 1%, according to the IMF.

As previsões do FMI para este ano apontam para uma nova recessão em Angola, de 1,4% do PIB, ao passo que no Quénia deverá registar-se uma expansão do produto na ordem dos 1%.

Governo queniano reduz plásticos

A partir desta sexta-feira, o governo do Quénia vai proibir todos os plásticos de utilização única, casos das garrafas de água ou das palhinhas. A proibição foi implementada nos parques nacionais, praias, florestas e outras áreas protegidas.

A medida tinha sido anunciada há um ano e, três anos após a proibição dos sacos de plástico, entra em vigor no Dia Mundial do Ambiente, que se celebra hoje.

"Esta proibição é, mais uma vez, a primeira a abordar a catastrófica poluição plástica que afeta o Quénia e o mundo. Esperamos que venha a dar força a políticas e medidas semelhantes no seio da comunidade da África Oriental", afirmou o ministro do Turismo, Najib Balala.

Antes da pandemia, o Quénia recebia dois milhões de turistas por ano, atraídos pelas belas praias do Oceano Índico e pela descoberta dos "BIg Five", como são conhecidos os cinco maiores animais da savana africana (leões, leopardos, elefantes, rinocerontes e o búfalo africano).

O Programa das Nações Unidas para o Ambiente (PNUA) estima que mais de 8,3 mil milhões de toneladas de plástico foram produzidas a nível mundial desde o início dos anos 50, tendo cerca de 60% deste volume sido depositado em aterros ou no ambiente.

"Ao proibir os plásticos de utilização única nos seus parques nacionais e áreas protegidas, o Quénia continua a demonstrar o seu empenho em combater o flagelo global da poluição por plásticos", afirmou o PNUA, numa declaração enviada à France Press.