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Ocidente condena adoção da lei da segurança para Hong Kong

Ocidente condena adoção da lei da segurança para Hong Kong
Direitos de autor  Virginia Mayo/Copyright 2020 The Associated Press. All rights reserved.
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De Rodrigo Barbosa com AFP
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China é acusada de desrespeitar compromissos internacionais e atentar contra liberdades no território autónomo

A adoção da polémica lei da segurança para Hong Kong atraiu duras críticas do Ocidente contra Pequim.

Em pleno aniversário da retrocessão, a China é acusada de querer pôr fim à fórmula "um país, dois sistemas" negociada com o Reino Unido, com vista à devolução do território em 1997. A oposição denuncia um duro golpe para o estatuto de autonomia e as liberdades em Hong Kong.

Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia: "A nova legislação não respeita a lei básica de Hong Kong, nem os compromissos internacionais da China, tanto em termos do processo de adoção, como na substância. Somos bastante claros a esse respeito."

Dominic Raab, chefe da diplomacia britânica: "Apelamos à China para recuar, respeitar os direitos do povo de Hong Kong e cumprir as suas obrigações internacionais, através da declaração conjunta à comunidade internacional."

A chefe do executivo de Hong Kong, fiel a Pequim, defendeu a lei acusando o Ocidente de conduzir uma política de "dois pesos e duas medidas".

Carrie Lam, chefe do executivo de Hong Kong: "Para os governos e políticos estrangeiros que levantam objeções à legislação, só se pode lamentar a duplicidade de critérios que estão a adotar. Todos os países que apontam o dedo à China têm a sua própria legislação de segurança nacional em vigor."

O movimento pró-democracia em Hong Kong teme fortes represálias face à nova lei, que prevê que os "crimes" considerados "contra a segurança nacional" sejam passíveis de penas de prisão perpétua e que dita que a justiça chinesa é agora competente para decidir sobre os crimes considerados mais "graves".

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