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Homenagens ao falecido icónico ativista negro John Lewis

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Homenagens ao falecido icónico ativista negro John Lewis
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Boa parte dos Estados Unidos chora a morte do último dos icónicos ativistas dos direitos civis dos negros americanos dos anos 60. John Lewis, companheiro próximo de Martin Luther King morreu este sábado e são muitas as pessoas que se deslocam, ao mural gigante do congressista democrata pela Geórgia em Atlanta para lhe prestar homenagem.

"O movimento Black Lives Matter aconteceu em parte por causa de John Lewis, devido ao que ele fez quando era jovem, o que continuou a fazer durante a carreira política. Um das últimas fotografias públicas dele foi na Black Lives Matter Plaza aqui em Washington, DC", explica professor associado de Media e Relações Públicas, da George Washington School of Media & Public Affairs.

A morte de Lewis acontece num momento particularmente importante do movimento contra o racismo e a igualdade de tratamento Black Lives Matter. Lewis passou o testemunho a uma geração que não o esquecerá.

"Temos estado nas ruas e a polícia continua a usar a mesma tática para impedir a nossa luta pela liberdade negra e, no entanto, isso nunca impediu o congressista Lewis. Ele sempre esteve no lado certo da história, vez após vez", diz Patrisse Cullors, cofundadora do movimento Black Lives Matter.

Como manda o protocolo, a bandeira da Casa Branca ficou a meia haste, como acontece sempre que morre um congressista. Lewis era rival político do Presidente, não compareceu mesmo à sua investidura, por considerar que as eleição não foi conforme devido à interferência da Rússia nas eleições.

Donald Trump reagiu à morte com um curto "tweet" de condolências.

Mais completa foi a mensagem da companheira de partido e presidente da Câmara dos Representantes, Nancy Pelosi.

John Robert Lewis tinha 80 anos e sofria de um cancro no pâncreas.