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Boris Johnson diz que Brexit não teve dedo russo

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Boris Johnson diz que Brexit não teve dedo russo
Direitos de autor  Jessica Taylor/AP
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Os deputados da Comissão Parlamentar de Informação e Segurança do Reino Unido querem que o Governo de Boris Johnson investigue alegadas interferências russas na vida política do país, em especial na campanha do referendo de 2016 sobre o Brexit.

O Executivo foi acusado de ter demorado a reconhecer a existência da ameaça e de atrasar a divulgação do relatório de 55 páginas da Comissão.

No Parlamento, o líder do Partido Trabalhista, Keir Starmer, referiu que o documento "conclui que a Rússia representa uma ameaça imediata e urgente à segurança nacional e está envolvida em várias atividades que incluem espionagem, interferência em processos democráticos e crimes graves." Starmer afirmou que "o primeiro-ministro recebeu esse relatório há 10 meses" e questionou "dado que a ameaça é descrita como imediata e urgente, por que razão o Primeiro-ministro ignorou por tanto tempo esse relatório?".

Boris Johnson defendeu-se afirmando que, na época em que ele assumiu a pasta dos Negócios Estrangeiros, o Governo tomou "a ação mais forte possível" contra a Rússia. O primeiro-ministro garantiu que aqueles que defendiam a permanência no bloco europeu "se aproveitaram deste relatório para tentar dar a impressão de que a interferência russa foi de alguma forma responsável pelo Brexit." Johnson assegurou que os britânicos não votaram para sair da União "devido à pressão da Rússia e à interferência russa. Votaram porque queriam retomar o controlo".

O documento refere que o Reino Unido é um dos principais alvos da campanha de desinformação da Rússia devido à proximidade com os Estados Unidos da América e à influência que detém juntos dos aliados ocidentais.

A Grã-Bretanha está a refletir sobre uma nova legislação que combata a atividade dos governos hostis que daria mais poderes aos serviços de segurança do país.