Demissão em bloco no jornal húngaro de referência "Index"

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70 dos cerca de 90 jornalistas daquele que foi o jornal online mais lido em 2018 deixaram cair a caneta em solidariedade com o recém-demitido chefe de redação Szabolcs Dull. A equipa considera ter existido e existir interferência política.

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Uma demissão em bloco num dos principais jornais digitais da Hungria, o Index. 

70 dos cerca de 90 jornalistas daquele que foi o jornal online mais lido em 2018 deixaram cair a caneta em solidariedade com o recém-demitido chefe de redação Szabolcs Dull. A equipa considera ter existido e existir interferência política.

"Temos vindo a alertar para isto há anos, escrevemos, gritámos bem alto de que havia duas condições que garantiam um trabalho profissional livre, correto e independente. Um é não existir uma influência externa nos conteúdos do site. E não haver influência externa na composição da redação. Significa que eles não nos dizem o que publicamos e não nos dizem com quem trabalhamos ou não", explica Veronika Munk, chefe de redação adjunta demissionária.

O Index tem sobrevivido a um crescente ambiente considerado hostil, ligado a figuras vistas como sendo da esfera de influência do governo de Viktor Orban. Mas a vulnerabilidade financeira tem ameaçado o jornal que vive hoje um dos pontos mais cruciais da sua história.

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