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Festa do Avante! gera polémica

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Festa do Avante! (arquivo)
Festa do Avante! (arquivo)   -   Direitos de autor  MIGUEL A. LOPES/ 2019 LUSA - Agência de Notícias de Portugal, S.A.
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A Festa do Avante! no centro da polémica em Portugal. O popular festival organizado anualmente pelo Partido Comunista Português arrancará dentro de poucos dias num contexto particular, devido à pandemia de coronavírus, e marcado pelas críticas de vários partidos e uma parte da opinião pública, que condena a organização do evento e acusa a Direção Geral de Saúde e o governo de cederem ao PCP.

Não existe qualquer tipo de discriminação, nem positiva nem negativa, porque as competências da Direção Geral de Saúde [...] são técnico-normativas. Não têm decisões de caráter político.
António Lacerda Sales
secretário de Estado da Saúde

Apesar de ter reconhecido um "risco real de que, durante o evento, circulem pessoas infetadas, com ou sem sintomas", a DGS deu um parecer favorável à realização do festival, embora recomendando importantes restrições, nomeadamente a redução da lotação máxima para 16.563 pessoas.

O PCP, que inicialmente não previa reduzir a lotação de 100.000 visitantes, já tinha anunciado uma diminuição para um máximo de 33.000 participantes.

Para assistir aos concertos, só sentado nas cadeiras colocadas a uma distância recomendada de dois metros, o uso da máscara generaliza-se, apesar de não ser obrigatório em todo o recinto e o consumo de bebidas alcoólicas é limitado às zonas de restauração.

PSD e CDS são apenas alguns dos partidos a criticar o governo socialista por autorizar a realização do evento e a oposição não vem apenas dos rivais políticos.

Nas imediações da Quinta da Atalaia, no Seixal, onde decorrerá a Festa do Avante! um grupo de comerciantes decidiu fechar as portas durante os três dias do evento em protesto e, de acordo com uma reportagem do jornal Público, há residentes que decidiram reabastecer-se em antecipação para se fechar em casa e reduzir ao mínimo as deslocações durante o festival.

Nome do jornalista • Rodrigo Barbosa

Outras fontes • Público