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Migrantes desalojados de Moria pedem ajuda à UE

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Migrantes desalojados de Moria pedem ajuda à UE
Direitos de autor  Thanassis Stavrakis/AP
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Ficaram sem um teto onde dormir depois dos fogos que esta semana destruíram o campo de Moria, na ilha grega de Lesbos.

Cerca de três mil refugiados e migrantes manifestaram-se esta sexta-feira na estrada que liga à principal cidade da ilha para pedir ajuda à Europa.

Pediam às forças policiais que os deixassem chegar ao porto e aos estados-membros da União Europeia que aceitem alguns refugiados e migrantes.

Abdul Karim Morady, afegão, dizia à reportagem da Euronews que vive ali há dois anos e que não pode ali ficar mais tempo. A também migrante afegã, Salina Qurbani, revelava "Não quero nenhum alimento, não quero água, não quero primeiros socorros. Quero apenas que a Grécia nos deixe sair de Moria. Só isso, é só o que preciso, por favor."

Cerca de 13 mil pessoas ficaram sem abrigo devido aos fogos desta semana. O vice-presidente da Comissão Europeia, Margaritis Schinas, reuniu-se com a Presidente grega, Katerina Sakellaropoulou, e com o primeiro-ministro do país, Kyriakos Mitsotakis, e garantiu-lhes que a União Europeia vai ajudar a Grécia.

"Faremos tudo o que estiver ao nosso alcance para ter todos os governos da Europa ao nosso lado neste novo começo. Porque, já o disse, a Europa não pode falhar duas vezes numa questão tão importante.", disse Schinas.

O primeiro-ministro grego espera que "esta tragédia talvez tenha sido necessária para sensibilizar novamente, para que todos na Europa percebam que este problema não pode ser gerido apenas pelos países de acolhimento, pelos países situados nas fronteiras externas da Europa."

A Alemanha sublinha que todos têm de ajudar a resolver o problema. O Ministro alemão do Interior, Horst Seehofer, avisa: "Se nós, enquanto Republica Federal da Alemanha, acreditamos que podemos resolver sozinhos o problema do asilo, então veremos o ano de 2015 a repetir-se, porque deixará de haver qualquer solução europeia"

Depois dos fogos em Moria, vários estados-membros, incluindo Portugal, Alemanha, França ou Holanda disponibilizaram-se para receber alguns dos 400 migrantes menores que ficaram desalojados. A Bélgica recusou o acolhimento. A Dinamarca disse que ajudaria enviando dinheiro.