Última hora
This content is not available in your region

Apenas uma minoria dos portugueses se desloca de bicicleta

euronews_icons_loading
Portugal foi o maior produtor de bicicletas em 2019
Portugal foi o maior produtor de bicicletas em 2019   -   Direitos de autor  Euronews
Tamanho do texto Aa Aa

Portugal tornou-se o maior produtor europeu de bicicletas em 2019, ao fabricar 2,7 milhões de unidades.

A RTE, empresa portuguesa sediada em Vila Nova de Gaia, é a maior fábrica de montagem de bicicletas da Europa. Produz cerca de 1,2 milhões de unidades por ano. Cerca de 95% são exportadas para outros países europeus, como França, Espanha, Alemanha e Polónia.

"A bicicleta em Portugal ainda é um produto muito associado ao lazer, ao desporto, e muito pouco associado ao transporte do dia-a-dia e no fundo ao apoio ao nosso quotidiano", diz Bruno Salgado, diretor executivo da RTE.

Em Portugal, não se vê muitas bicicletas nas estradas. De acordo com o Instituto Nacional de Estatística, este meio de transporte foi apenas usado em cerca de 0,4% das deslocações efetuadas em 2017 nas áreas metropolitanas de Lisboa e do Porto.

De acordo com o Eurostat, o carro foi o meio de transporte usado em quase 89% das deslocações terrestres em Portugal em 2017.

"Nós não temos uma infraestrutura adequada e há falta tanto de ciclovias, quanto de lugares para estacionar as bicicletas em segurança. As velocidades médias dos automóveis também são muito altas. Não há, às vezes, também muito respeito dos automobilistas. Eles não estão acostumados a ver a bicicleta", aponta Marcos Schlickmann, membro da MUBI - Associação pela Mobilidade Urbana em Bicicleta.

Sclickmann diz que a MUBI "tem assessorado algumas câmaras municipais e conversado com muitas câmaras municipais para tentar trazer essas questões, discutir atividades junto das escolas e planos cicloviários".

"O Porto deve acabar a primeira rede de ciclovias da cidade, com mais de 50 quilómetros até ao final deste ano, enquanto Lisboa promete ter 200 quilómetros de ciclovias até ao final de 2021", conclui a correspondente da Euronews em Portugal, Filipa Soares.