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Emmanuel Macron promete não baixar a guarda contra o terrorismo

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Emmanuel Macron promete não baixar a guarda contra o terrorismo
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Brahim Aouissaoui é o rosto do ataque terrorista islamista dentro da basílica de Notre-Dame, em Nice, que deixou França em estado de choque.

O migrante tunisino irregular de 21 anos de idade entrou na Europa através de Lampedusa em setembro e chegou a França no início de outubro. Esta quinta-feira fez vários feridos e matou três pessoas com um ataque à faca. Degolou uma mulher 60 anos. Matou uma brasileira de 40 e um sacristão de 55 anos, com golpes na garganta.

A polícia tomou conta da cidade de Nice e o presidente francês deslocou-se ao local da tragédia. Emmanuel Macron anunciou o reforço do número de soldados nas ruas à escala nacional. Pediu união ao país e prometeu não baixar a guarda.

"Em França só existe uma comunidade. A comunidade nacional. Quero dizer a todos os cidadãos, independentemente da religião, de serem ou não crentes, que devemos, neste momento, unir-nos e não ceder ao espírito de divisão", sublinhou o presidente francês.

Anelise Borges. Euronews - Enquanto Emmanuel Macron falou de unidade nacional em relação à ameaça do terrorismo, os residentes da cidade de Nice - em particular entre a comunidade católica - falaram de revolta e esperam que o Governo faça alguma coisa para os proteger."

Gil Florini, o pároco de Saint-Pierre d'Arène não esconde a revolta: "A minha primeira reação foi de revolta porque sabemos que vai haver um drama. É melhor tentar evitá-lo em vez de discutir depois o que aconteceu. Há dias que sabíamos que havia risco de atentado por causa de França, de Erdoğan, da Al-Qaeda que tinha ameaçado França. É preciso parar de acreditar, de forma ingénua, que todas as pessoas são boas. Não é verdade."

O agressor foi neutralizado e transportado para o hospital.

Esta quinta-feira também se registaram ataques a alvos franceses na cidade de Avinhão e em Jeddah, na Arábia Saudita, que não deixaram vítimas.

O executivo gaulês ativou o alerta máximo de terrorismo, mas muitos questionam quantas vidas mais é que a batalha custará.