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Comerciantes temem violência pós-eleitoral nos EUA

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Comerciantes temem violência pós-eleitoral nos EUA
Direitos de autor  آسیوشیتد پرس
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Nos EUA, comerciantes e proprietários de restaurantes temem um cenário de protestos e violência pós-eleições presidenciais, independentemente da vitória de Donald Trump ou de Joe Biden.

Como Martin Lackovic, acostumado a servir à mesa a elite política de Washington, muitos proprietários de restaurantes preparam os respetivos espaços para minimizar prejuízos.

"No passado partiram janelas. Por isso não queremos arriscar com estas eleições e com a possibilidade de protestos. Só estamos a tentar proteger as nossas coisas e a garantir que estamos em segurança", sublinhou, em entrevista à Euronews, o proprietário do restaurante "Siroc", em Washington.

O trabalho não é fácil, acrescentou Martin Lackovic, sublinhando que está a sofrer o impacto financeiro da pandemia de Covid-19. O cenário repete-se em todo o país. Os taipais encheram a paisagem de várias cidades a nível nacional.

A polícia de Washington diz que não existem, pelo menos para já, ameaças credíveis de violência, mas que recebeu pedidos de manifestações no rescaldo das eleições.

Casos de pilhagem em pequena escala e de danos em propriedades privadas tornaram-se comuns na sequência dos protestos associados ao movimento Black Lives Matter.

Apesar de mais contidos, os protestos do movimento não esmoreceram. Nos arredores de Washington, por exemplo, houve uma manifestação à porta de uma esquadra da polícia. Foi aberto um inquérito para apurar se a morte de Karon Hylton, de 20 anos, foi provocada pela polícia durante uma perseguição.

"O que se vê nas ruas é a efervescência em relação ao que está mal no país. As crianças, de todas as cores, mostram que o protesto do movimento Black Lives Matter é aberto a pessoas brancas ou pobres, que se sentem da mesma maneira. Estão a mostrar como se sentem", explicou um ativista do movimento.

Teme-se que protestos pacíficos possam degenerar com a reeleição de Trump, mas também há receios de que se Trump rejeitar ou questionar o resultado das eleições, os apoiantes possam sair à rua. A América prepara-se para um período pós-eleições tumultuoso, como testemunhou o correspondente da Euronews, Jack Parrock.