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O que espera o Reino Unido da eleição persidencial nos EUA

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O que espera o Reino Unido da eleição persidencial nos EUA
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Quando Donald Trump visitou a Grã-Bretanha, estendeu-se o tapete vermelho e houve sorrisos diplomáticos mas, como em todo o lado, alguns tinham por trás um ranger de dentes.

Ao contrário de muitos na Europa, o Reino Unido tem algo a ganhar com mais quatro anos de Donald Trump. Ele é um líder da claque do Brexit; chamou "inimigo" à UE e é claramente um fã de Boris Johnson.

"É um amigo. Tenho tendência a ter os amigos mais próximos do que os inimigos. Para os inimigos, temos de olhar de forma diferente", disse durante a visita.

Numa altura em que o grande prémio do Brexit será um acordo comercial com os Estados Unidos, ajuda ter um amigo na Casa Branca. Dominic Raab, o ministro britânico dos Negócios Estrangeiros, acredita nisso: "Sempre que vou a Washington vejo políticos de todos os lados do Congresso e estou confiante de que a relação estará em boa forma e estou confiante de que há ali um excelente negócio de comércio livre a ser feito. Tem havido muitos progressos até agora".

O poder de aprovar um acordo comercial também recai sobre o congresso, onde os democratas permanecem no controlo da Câmara dos Deputados.

Ambas as partes - Biden e Trump - têm fortes ligações à Irlanda; particularmente Joe Biden, cujos primos irlandeses no condado ocidental de Mayo têm estado a rezar por uma vitória.

A delicada questão da fronteira na Irlanda e a ameaça do Reino Unido de renegar o acordo para a manter aberta; poderia lançar uma sombra sobre os sonhos da Grã-Bretanha. Em setembro, Biden alertou para este facto, escreveno no Twitter: "Qualquer acordo comercial deve estar condicionado a impedir o retorno de uma fronteira dura".

"Mesmo que ele seja errático e imprevisível, em Donald Trump o Reino Unido tem um amigo. Com Joe Biden, ainda não há relação e não é o melhor começo. Biden é um fã da ordem mundial estabelecida e procurará reconstruir pontes com a Europa e é provável que esteja igualmente interessado, se não mais, num acordo comercial com o mercado único da UE, para além do Reino Unido", refere o correspondente da Euronews na Irlanda, Tadhg Enright.

A chamada relação especial tem mais a ver com a História do que com o Brexit. Historicamente, o Reino Unido é o aliado mais próximo dos EUA na Europa. Washington pode contar com Londres quando o apoio de Paris e Berlim é menos certo; algo que se sabe na Casa Branca, independentemente de quem a ocupa.