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Prisão perpétua para 27 militares e civis

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De  Nara Madeira  com AFP, AP
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Prisão perpétua para 27 militares e civis
Direitos de autor  AFP

Um tribunal turco condenou mais 27 militares e civis a prisão perpétua por envolvimento na tentativa, fracassada, de golpe de Estado de 2016.

Um total de 475 réus, incluindo generais e pilotos da Força Aérea da base de Akinci, foram julgados durante três anos, acusados de liderarem o golpe e bombardearem edifícios governamentais e do Estado, entre eles o parlamento.

Busra Taskiran, noiva de um dos piloto, Yunus Kilicaslan, diz que eles foram condenados apesar de não terem participado na tentativa de golpe nem terem feito nada naquela noite e de terem lutado contra ele ao fecharem-se numa sala para evitar terem de ajudar. Acrescenta que alguns deles queriam fugir da unidade apesar de terem sido ameaçados com uma arma. "Eles estão na prisão há quatro anos e meio, alguns deles foram torturados no início, mas permaneceram em silêncio", acrescenta.

Os civis condenados são quatro homens que estavam acusados de crimes contra o Estado por serem intermediários em todo o processo, de fazerem a ligação entre o movimento de Fethullah Gülen e os militares. Ancara acusa o clérigo Fethullah Gülen de ser o cérebro por detrás deste golpe fracassado.

A mesma instância decidiu que Gülen e quatro outros réus, ainda procurados pelas autoridades turcas, devem ser julgados separadamente. Ainda que para isso seja preciso que os EUA aceitem extraditar Gülen o que, para já, parece pouco provável de acontecer.

Em junho, 121 pessoas tinham sido já condenadas a prisão perpétua, pelos mesmos crimes.

A tentativa de golpe de Estado de 2016 terminou com mais de duas centenas de mortos e milhares de feridos.