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Diretor da Frontex nega reenvio forçado de migrantes

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Diretor da Frontex nega reenvio forçado de migrantes
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Um grupo de eurodeputados pede a demissão de Fabrice Leggeri, o diretor da Frontex, agência da União Europeia para o policiamento das fronteiras terrestres e marítimas.

Fabrice Leggeri foi confrontado, numa audição por videoconferência, terça-feira, com a cumplicidade com a alegada prática ilegal de reenvio forçado para a Turquia de migrantes e requerentes de asilo que chegam por mar à Grécia, mas nega essa realidade.

"Se esses resgates não forem declarados pelas autoridades competentes, então existe a possibilidade de realizar a interceptação nas fronteiras. O Estado-membro de acolhimento, neste caso a Grécia - mas o mesmo pode acontecer noutros locais -, tem de levar a cabo a operação pode ordenar a apreensão do barco suspeito ou, digamos, convidar o capitão a alterar o curso", disse o diretor da Frontex ao Parlamento Europeu.

"No que se refere aos alegados reenvios forçados, não temos provas da participação ativa direta ou indireta de funcionários ou oficiais da Frontex", acrescentou.

Uma equipa sueca da Frontex que participou numa operação de resgate disse que foi pressionada a não relatar violações da lei a que assistiu na Grécia, o que indignou alguns eurodeputados.

“Não estamos apenas chocados com os relatos, mas também tristes por causa deles. Todos os incidentes, incluindo disparar contra estas pessoas, destruir os motores de barcos, voltar a colocar as pessoas nos barcos e mandá-los seguir para trás, são reenvios forçados", disse Tanja Fajon, eurodeputada eslovena do centro-esquerda, em entrevista à euronews.

"A União Europeia e uma das suas agências estão a tolerar estas práticas, isso está a acontecer. É algo que põe em causa o respeito pelo Estado de direito e todos sabem muito bem que o Estado de direito se tornou, aparentemente, uma espécie de piada", afirmou a eurodepurada.

O dirigente da Frontex admitiu, no entanto, que o recrutamento de observadores dos direitos humanos na fronteira da Grécia tem sido adiado.