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TPI pode vir a julgar Israel por crimes de guerra

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A sombra de um soldado israelita, num posto de controlo junto à fronteira com Gaza
A sombra de um soldado israelita, num posto de controlo junto à fronteira com Gaza   -   Direitos de autor  Tsafrir Abayov/AP
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Está aberto o caminho para um eventual processo por "crimes de guerra" contra Israel. O Tribunal Penal Internacional (TPI) declarou-se competente para julgar os acontecimentos nos territórios palestinianos durante a guerra de 2014 na Faixa de Gaza e a construção de colonatos israelitas na Cisjordânia e em Jerusalém oriental. Uma resposta a queixas apresentadas pela Autoridade Palestiniana.

Hussein Al Sheikh, responsável palestiniano para assuntos civis e muito próximo do presidente Mahmoud Abbas, aplaude a decisão considerando-a uma "vitória para a justiça e liberdade".

Já o primeiro-ministro-israelita acusa o tribunal de Haia de manipulação política. Para Benjamin Netanyahu, "investigar Israel por falsos crimes de guerra é puro anti-semitismo".

O chefe de governo sublinha a circunstância da decisão ser tomada por um Tribunal criado para prevenir atrocidades como o holocausto. Isto apesar de Israel não fazer parte nem reconhecer o Tribunal Penal Internacional; tal como os Estados Unidos. A nova administração norte-americana opõe-se à decisão tomada em Haia.

Em Washington, numa conferência, o porta-voz do Departamento de Estado norte-americano indicou que os Estados Unidos estão "seriamente preocupados com as tentativas do TPI para exercer uma jurisdição sobre os militares israelitas" acrescentando que os EUA sempre defenderam "a posição segundo a qual a jurisdição do tribunal deve ser reservada aos países que a aceitam ou são encaminhados para ela pelo Conselho de Segurança da ONU".

No ano passado, ainda sob a liderança de Donald Trump, Washington impôs sanções contra vários funcionários do TPI. O procurador-geral viu mesmo recusado um visto de entrada nos EUA - uma retaliação pelo anúncio de uma investigação às ações militares norte-americanas no Afeganistão. A administração Biden prometeu rever entretanto as sanções impostas, mas tal ainda não aconteceu.