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Trump acusado de ser o "instigador-chefe"

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Arame farpado nas barreiras de acesso ao Capitólio, em Washington, nos EUA
Arame farpado nas barreiras de acesso ao Capitólio, em Washington, nos EUA   -   Direitos de autor  Andrew Harnik/AP
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O processso de destituição de Donald Trump no Senado arrancou com uma reconstituição da invasão do Capitólio. Vídeos inéditos do circuito interno de vigilância mostram como os apoiantes de Donald Trump perseguiram membros do parlamento, senadores e até o vice-presidente.

A acusação aponta o dedo a Donald Trump, diz que a violência de 6 de janeiro foi consequência de semanas de denúncias nunca provadas de fraude. Os procuradores chamam a Trump de "instigador-chefe".

Nas palavras de Joe Neguse, um dos procuradores democratas que fazem parte da equipa de acusação, "a multidão foi chamada, reunida e instigada pelo antigo Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump."

O apelo de Rudy Giuliani, à data advogado de Trump, para que a multidão avançasse para um "julgamento pela força" é também usado como prova da acusação. A procuradora democrata Madeleine Dean lembra que o antigo presidente elogiou a coragem do apelo de Giuliani.

Para Ted Lieu, também parte da equipa de acusação, "o que se viu foi um homem tão desesperado para se agarrar ao poder que fez tudo para o manter. Quando ficou sem medidas não violentas, virou-se para a multidão violenta que atacou a câmara do Senado a 6 de Janeiro".

A estratégia de defesa de Donald Trump ainda não é clara. Espera-se que os advogados condenem o ataque, mas espera-se também que justifiquem a agressividade do discurso do antigo presidente e as acusações de fraude com as premissas da liberdade de expressão.

Para que Donald Trump possa ser condenado, é preciso que uma maioria de dois terços vote pela impugnação do mandato - 67 senadores, dos 100 que completam a câmara. Uma maioria que para já parece difícil de alcançar.