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"Estão a fazer um filme", diz advogado de Trump sobre destituição

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"Estão a fazer um filme", diz advogado de Trump sobre destituição
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A acusação do processo de destituição de Donald Trump apresentou os últimos argumentos esta quinta-feira no Senado. A acusação voltou a insistir que Donald Trump incentivou o ataque ao Capitólio que aconteceu a 6 de janeiro.

O procurador democrata e líder da equipa de acusação voltou a dizer ser essencial responsabilizar Donald Trump por não ter cumprido a constituição e também para garantir que no futuro tal não aconteça.

"Como podemos garantir que o nosso comandante-chefe irá proteger, preservar e defender a nossa Constituição se não responsabilizarmos um presidente numa circunstância como esta?" perguntou Jamie Raskin no senado. "Desafio-vos a todos a pensarem sobre isto. Se acham que isto não é suficiente para destituir, o que será?", concluiu.

Do lado da defesa, o advogado de Trump. David Schoen, ao chegar ao julgamento e em resposta aos jornalistas, disse que a acusação está a fazer "um filme" à volta do ex-presidente.

Schoen diz ser ofensiva a forma como querem responsabilizar Trump do ataque ao Capitólio, que chegou a ser condenado pelo próprio.

Seis dos senadores republicanos votaram para que o julgamento de destituição fosse aberto.

O senador do Louisiana Bill Cassidy foi um deles. Aos jornalistas, não quis adiantar sentido de voto para destituir trump e afirmou ser necessário "ouvir os dois lados para tomar uma decisão".

A decisão depente agora de quantos republicanos inverterem o voto.

É preciso uma maioria de dois terços para destituir Donald Trump, ou seja, são necessários 67 votos a favor, mais 11 do que aqueles conseguidos para chegar aqui.