Ultrapassadas as 15 mil mortes no dia em que Marcelo recebeu a vacina

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De  Francisco Marques  com Lusa
Equipa médica assiste "doente covid" na UCI do Curry Cabral, em Lisboa
Equipa médica assiste "doente covid" na UCI do Curry Cabral, em Lisboa   -   Direitos de autor  AP Photo/Armando França

Portugal ultrapassou a trágica barreira das 15 mil mortes ao registar, esta sexta-feira, mais 149 fatalidades no quadro da Covid-19. No plano da prevenção, o Presidente das República liderou a fase de vacinação dos governantes e recebeu a primeira dose.

Não foi revelada qual das vacinas já disponíveis em Portugal foi administrada a Marcelo Rebelo de Sousa, num dia em que a proposta AstraZeneca/Oxford, a mais barata e alegadamente menos eficiente das certificadas, iria começar a ser administrada em corporações de bombeiros de Gondomar.

Além do chefe de Estado, também o presidente da Assembleia da República, Ferro Rodrigues, e alguns deputados foram também já vacinados com a primeira dose, sem precisar igualmente de qual laboratório.

De acordo com nota da presidência, Marcelo tem previsto receber a segunda dose antes da tomada de posse, a 9 de março, para o segundo mandato em Belém.

Entretanto, em contagem decrescente para o primeiro ano desde a confirmação do SARS-CoV-2 em Portugal, o que aconteceu a 2 de março com dois pacientes que tinham estado em Itália e Espanha, o ministro dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, admitiu em entrevista à CNN as responsabilidades do Governo pelo trágico agravamento da epidemia nas últimas emanas e em resultado do relaxamento de medidas no Natal.

Cerca de um mês e meio depois e com um apertado confinamento em vigor há já três semanas, a tendência de contágios está agora a abrandar.

As infeções diárias voltaram a ficar esta sexta-feira abaixo das três mil (2.854) e a Direção-geral de saúde (DGS) haver mais 340 camas de hospital vagas para "doentes covid", naquela que é a maior descida do número de internamentos desde o início da pandemia.

Ainda assim, nos cuidados intensivos havia registo de 846 doentes, mais 10 do que na quinta-feira, e essa pressão terá merecido o reforço da ajuda internacional.

Depois do anúncio na véspera da chegada de médicos do Luxemburgo e de França a Portugal na próxima semana, a ministra da Defesa da Alemanha, Annegret Kramp-Karrenbauer, confirmou o alargamento por seis semanas da presença do atual contingente militar de 26 profissionais de saúde alemães em Lisboa.

A ajuda das forças armadas federais ´€ muito apreciada em Portugal.

"Com o meu homólogo, João Cravinho, e a ministra da Saúde, Marta Temido, concordei que vamos apoiar Portugal por mais seis semanas.

"Estamos juntos na Europa.
Annegret Kramp-Karrenbauer
Ministra da Defesa da Alemanha

A missão dos 8 médicos e 16 enfermeiras alemães iniciada em Portugal a 3 de fevereiro tinha a duração prevista de três semanas, mas desde logo foi colocada a hipótese pelo próprio chefe da equipa de ser prolongada tanto quanto necessário, pelos mesmos elementos ou por uma nova equipa.

Os médicos alemães estão a trabalhar na UCI do Hospital da Luz, em Lisboa, onde havia equipamentos, mas faltavam recursos humanos para os operar.

A equipa de dois médicos e dois e enfermeiros luxemburgueses esperados na próxima semana vai apoiar o serviço de medicina intensiva do Hospital do Espírito Santo, em Évora.

A equipa francesa, composta por um médico e três enfermeiros, vai trabalhar no Garcia da Orta, em Almada.

Ao todo, esta sexta-feira, em Portugal, já tinham sido dadas mais de 468 mil vacinas, um terço referente a segundas doses.

Editor de vídeo • Francisco Marques

Outras fontes • RTP, Público