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Hospitais alemães suspendem uso da AstraZeneca

Hospitais alemães suspendem uso da AstraZeneca
Direitos de autor Matthias Schrader/AP
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De  Euronews
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Administração suspensa em Berlim e Munnique, em mulheres com menos de 60 anos

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Continuam as dúvidas sobre a vacina da AstraZeneca e vários países estão a suspender a administração do fármaco nas populações mais jovens.

A Alemanha pondera a suspensão em pessoas com menos de 60 anos depois das autoridades do país terem detetado 31 casos de coágulos de sangue raros em pessoas que receberam recentemente a vacina. Nove pessoas morreram e quase todas eram mulheres com idades entre os 20 e os 63 anos.

Dois hospitais de Berlim decidiram suspender, por precaução, a administração da AstraZeneca

Dilek Kalayci, ministra da Saúde do Estado de Berlim, explicou que até ser conhecida a recomendação dos especialistas e do Ministério da Saúde vão deixar de vacinar os menores de 60 anos.

Antes da Alemanha, o Canadá tinha anunciado a suspensão da vacina entre os menores de 55 anos. A decisão foi tomada esta segunda-feira depois do parecer da Comissão Consultiva para a Imunização

A vice-directora da Comissão revelou que, até agora, os casos têm sido identificados principalmente em mulheres com menos de 55 anos, embora também tenham sido relatados casos em homens. “Estas situações acontecem na maioria entre quatro e 16 dias depois da receção da vacina”, disse Shelley Deeks.

Entre os países que suspenderam a AstraZeneca para grupos etários mais jovens estão a França, a Finlândia, a Islândia, e a Suécia.

As autoridades de Estocolmo sublinham que a vacina ainda é recomendada para maiores de 65 anos e destacam que nesta faixa etária não foram identificados os raros mas graves efeitos secundários que levaram o governo a parar a vacina há algumas semanas.

Estas pausas colocam problemas não só para a AstraZeneca, mas também para os países que querem acelerar as campanhas de vacinação

Coloca também em causa as recomendações da Agência Europeia de Medicamentos e da Organização Mundial de Saúde que garantem não haver provas de que a vacina provoque coágulos de sangue.

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