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Óscares 2021: os favoritos, as senhoras e "mais uma rodada"

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A estatueta dourada mais desejada do cinema volta a brilhar
A estatueta dourada mais desejada do cinema volta a brilhar   -   Direitos de autor  AP Photo/Chris Pizzello
De  Francisco Marques
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As plataformas de cinema disponíveis pela Internet estão em grande na 93.ª edição dos Óscares, os prémios do cinema da Academia de Hollywood, este ano marcados pela ausência da larga maioria dos filmes nas tradicionais salas comerciais de ecrã gigante.

"Mank", disponível "online" desde novembro pela Netflix, é um filme totalmente registado a preto-e-branco e é o rei das nomeações, com 10, incluindo para melhor filme, realizador (David Fincher), ator (Gary Oldman), atriz secundária (Amanda Seyfred) e banda sonora original (Trent Reznor e Atticus Ross).

Com seis nomeações à estatueta dourada, surgem este ano meia dúzia de filmes.

O barulho ensurdecedor de "Sound of Metal", mais um dos filmes lançados por plataformas de Internet, no caso a Amazon Prime, está na corrida para melhor filme, ator (Riz Ahmed) e sonorização (Jaime Baksht, Nicolas Becker, Philip Bladh, Carlos Cortés e Michelle Couttolenc).

Também a degradação mental de "O Pai", com Anthony Hopkins em grande forma, mereceu seis nomeações, destacando-se, claro, a de ator, a de melhor filme e a de atriz secundária (Olivia Colman).

A traição retratada em "Judas and the Black Messiah" meteu dois nomeados na corrida ao Óscar de melhor ator secundário (Daniel Kaluuya e Lakeith Stanfield), além das designações para melhor filme, argumento original ( Will Berson e Shaka King), cinematografia (Sean Bobbitt) e melhor canção original ("Fight For You", H.E.R. Dernst Emile e Tiara Thomas).

A surpresa este ano chama-se “Minari”, é um filme de baixo orçamento em parte falado em coreano e que surge na corrida a melhor filme, realizador e argumento original (Lee Isaac Chung), ator (Steven Yeun), atriz secundária (Youn Yuh-jung) e melhor banda sonora original (Emile Mosseri).

O grande favorito aos prémios mais importantes é, no entanto, "Nomadland: Sobreviver na América”, o retrato de uma comunidade sem casa fixa nos Estados Unidos pelo olhar da chinesa Chloé Zhao, uma das duas mulheres nomeadas para melhor realizadora.

O filme, que conta com uma cativante Frances McDormand no papel principal (nomeada sem surpresa para melhor atriz), é um dos mais premiados do ano de ambos os lados do Atlântico e em Hollywood concorre ainda a melhor argumento adaptado e edição (Chloé Zhao), e cinematografia (Joshua James Richards).

Ainda com seis nomeações surge “Os 7 de Chicago”, na corrida a melhor filme, ator secundário (Sasha Baron Cohen), argumento original (Aaron Sorkin), cinematografia (Phedon Papamichael), canção original ("Hear my Voice", Daniel Pemberton e Celeste) e edição (Stuart M. Besser e Marc Platt).

"Uma Miúda com Potencial" concorre a cinco estatuetas, incluindo melhor filme, realizadora (Emerald Fennel, a outra mulher na corrida), atriz (Carey Mulligan) e edição (Frédéric Thoraval).

Referência final para o dinamarquês "Mais Uma Rodada", representante europeu nos nomeados para melhor realizador (Thomas Vinterberg) além de estar na lista dos filmes falados em língua não inglesa.

Os vencedores são anunciados este domingo, já madrugada de segunda-feira na Europa.