Merkel apela à autossuficiência da UE na produção de medicamentos

Merkel apela à autossuficiência da UE na produção de medicamentos
Direitos de autor John Thys/AP
Direitos de autor John Thys/AP
De  Euronews
Partilhe esta notíciaComentários
Partilhe esta notíciaClose Button
Copiar/colar o link embed do vídeo:Copy to clipboardCopied

A chanceler alemã defendeu, esta sexta-feira, que a União Europeia deveria trabalhar em colaboração com a Índia, para se tornar menos dependente dos Estados Unidos em relação à produção de medicamentos.

PUBLICIDADE

A chanceler alemã, Angela Merkel, apelou, esta sexta-feira, aos países fabricantes de produtos farmacêuticos da União Europeia para, em colaboração com a Índia, trabalharem no sentido de tornar a Europa mais autossuficiente na produção de medicamentos-chave e menos dependente de outras potências, como os Estados Unidos da América.

A Europa tinha contado com a fiabilidade do abastecimento quando mudou a produção para países como a Índia, disse Merkel. "Se este não for o caso, teremos de repensar", advertiu. No entanto, a chanceler alemã disse que as consequências devem ser ponderadas, porque a Europa não quer prejudicar as economias dos países emergentes.

Merkel reconhecer ainda que, "durante muitos anos", a União Europeia não tratou bem a sua indústria farmacêutica. "Tivemos êxodos para a América, e os Estados Unidos têm provavelmente a indústria farmacêutica mais forte, pelo menos no mundo ocidental. E é por isso que têm sido capazes de aumentar rapidamente as capacidades de produção. Estou muito feliz por termos instalações de produção na Bélgica, na Holanda, na Alemanha, em França e Espanha", concluiu.

Países europeus promovem campanhas de vacinação

Em França, na cidade de Lyon, uma reformada de 71 anos recebeu a dose número 100 mil de uma vacina contra a covid-19.

Para o diretor do centro, a celebração deste número simbólico é um gesto de agradecimento "a todos os profissionais que [ali vão] todos os dias para trabalhar".

Em Timisoara, na Roménia, começou uma campanha de três dias para quem quiser receber a vacina sem marcação.

Ainda antes da abertura do centro de vacinação, já centenas de pessoas faziam fila para entrar.

A maratona sanitária conta para já com 13 mil doses da vacina da Pfizer e deverá voltar a ser repetida daqui a três semanas.

Uma espera mais agradável teve quem aguardou pela vacinação num centro em Reykjavik, na Islândia.

Um quarteto de cordas da Orquestra Sinfónica do país acompanhou pacientes e profissionais da saúde para tornar a experiência da vacina um pouco mais agradável para todos.

Partilhe esta notíciaComentários

Notícias relacionadas

Comissão Europeia tem proposta para travar falta de medicamentos mas só em março

Vacina Janssen vai ajudar a atingir meta na UE

Funcionário sueco da UE detido há dois anos no Irão