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Tribunal de Hong Kong mantém prisão de jornalista

De  Francisco Marques
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O jornalista Ryan Law no momento em que era detido pela polícia de Hong Kong
O jornalista Ryan Law no momento em que era detido pela polícia de Hong Kong   -   Direitos de autor  AP Photo/Kin Cheung
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O tribunal de Hong Kong rejeitou conceder uma caução para libertar o chefe de redação do jornal "Apple Daily" e o diretor executivo da "Next Digital", a maior empresa de media na antiga colónia britânica.

O juiz considerou não existirem garantias suficientes de que os réus não fossem dar continuidade aos alegados ataques contra a soberania da China através de artigos nas respetivas publicações.

Acusados de conluio com forças estrangeiras para prejudicar a segurança nacional da China através de artigos de imprensa, o jornalista Ryan Law e o gestor Cheung Kim-hung foram detidos na quinta-feira, com mais três funcionários do jornal "Apple Daily", que é detido pela "Next Digital".

Enquanto aos outros três outros funcionários foi concedida liberdade sob caução, ao chefe de redação e o diretor do grupo de comunicação foi negado provimento às respetivas ofertas de fiança de até 22 mil euros mais prisão domiciliária e de 325 mil euros com apresentações na polícia três vezes por semana.

As autoridades de Hong Kong alegam que Ryan Law e Cheung Kim-hung terão violado o Artigo 29.°, da Lei de Segurança Chinesa, implementada também em Hong Kong desde junho do ano passado para tentar travar a revolta pró-democracia naquela região de administração especial chinesa.

Ao abrigo desta lei, a operação de quinta-feira, alegadamente com meio milhar de agentes de polícia, foi a segunda rusga em menos de um ano às instalações do "Apple Daily". Foram ainda congelados quase dois milhões de euros de ativos da "Next Digital".

Com o fundador do jornal, Jimmy Lai, a cumprir uma pena de 20 meses de prisão, por alegado envolvimento nos tumultos de 2019 em Hong Kong, o "Apple Daily" continua a ir para as bancas e com apelos à união contra a pressão.