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Brasil bate novo recorde de Covid-19

De  Francisco Marques
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Profissional descansa numa unidade para "doentes covid" em Porto Alegre, Brasil
Profissional descansa numa unidade para "doentes covid" em Porto Alegre, Brasil   -   Direitos de autor  AP Photo/Jefferson Bernardes, Arquivo
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O Brasil bateu esta quarta-feira um novo recorde diário de casos, ao registar 115.228 novas infeções pelo SARS-CoV-2 em 24 horas.

O levantamento oficial de vítimas pelo Ministério da Saúde liderado agora por Marcelo Queiroga confirmou ainda mais 2.392 mortes no quadro da pandemia, de novo o maior registo diário a nível mundial.

As autoridades revelaram ainda haver mais de 3 mil mortes ainda em investigação para se apurar se os falecidos tinham Covid-19.

Os números estão em linha com vários especialistas de saúde, que afirmam que o terceiro país mais afetado pela pandemia está atualmente a sofrer uma terceira vaga de Covid-19.

O Brasil soma mais de 18 milhões de casos no quadro da pandemia, incluindo 507.109 óbitos. A maioria de vítimas são do Estado de São Paulo, onde já morreram quase 124 mil pessoas infetadas pelo SARS-CoV-2. Mais do dobro do Rio de Janeiro (54.662), o segundo estado com mais óbitos no Brasil.

A pandemia continua a manter o planeta refém, agora através das variantes do vírus original identificado pela primeira vez no final de 2019 em Wuhan, na China.

No Brasil, a prevalência é a da agora chamada Gama, a variante local identificada em Manaus, mas também já foram registados casos da Delta, a indiana, tida pela Organização Mundial de Saúde como mais transmissível e ameaçadora.

As vacinas atualmente no mercado revelam-se eficazes contra as variantes conhecidas, quando o processo de imunização está completo, e por isso é cada vez mais urgente acelerar a vacinação.

Maior país da América do Sul, o Brasil tem quatro vacinas diferentes anticovid em uso. Totalmente verificadas e aprovadas estão as propostas da Pfizer/BioNTech (Comirnaty) e da AstraZeneca/Oxford (Vaxzevria).

Aprovadas para uso emergencial há mais duas: a chinesa Coronavac, da Sinopharm, e a Janssen, da Johnson & Johnson.

A proposta indiana Covaxin e a russa Sputnik V estão ainda análise pela ANVISA, a agência de vigilância sanitária no Brasil.

Esta semana, chegou o primeiro lote de 1,5 milhão doses da vacina de toma única Janssen, de um total de 38 milhões encomendadas à Johnson & Johnson.

Os Estados Unidos decidiram doar ao Brasil mais 3 milhões de doses da Janssen, esperadas esta sexta-feira no aeroporto Viracopos, de Campinas.

O objetivo é acelerar a imunização contra a infeção grave de Covid-19 e, de acordo com Marcelo Queiroga, o quarto ministro da Saúde de Jair bolsonaro desde que a Covid-19 chegou ao Brasil, o objetivo agora é ter todos os adultos inoculados até final setembro com pelo menos uma dose de uma vacina anticovid.

Editor de vídeo • Francisco Marques

Outras fontes • Agência Brasil