Estado de direito ensombra início da presidência eslovena da UE

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O início da presidência eslovena da UE está ensombrado pelas críticas aos atropelos ao estado de direito. Jansa ouviu as procupações dos eurodeputados

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A presidência rotativa eslovena da União Europeia começa envolta em controvérsias e críticas aos atropelos ao estado de direito do governo conservador.

Do programa do semestre constam a Implementação do plano de recuperação da UE, medi das anti-covid e o impulso ao processo de alargamento da UE para os Balcãs Ocidentais, mas o primeiro-ministro, Janez Jansa, ouviu em Estrasburgo sobretudo reflexões sobre o estado de direito.

A presidente da Comissão, Ursula Von Der Leyen pôs também a tónica nesse assunto, realçando a importância da "confiança em medidas sólidas de combate à corrupção e à fraude. Confiança nos meios de comunicação livres e nos tribunais independentes", afirmando: "Isto também é importante para os contribuintes europeus, porque eles acabam por financiar a recuperação. E, por isso, conto com o governo esloveno para continuar o importante trabalho sobre os ficheiros do Estado de direito".

Alguns eurodeputados não pouparam palavras para dizerem o que pensam e questionarem o chefe do governo esloveno, deixando claro que estão muito preocupados que a Eslovénia siga o caminho da Polónia e da Hungria.

A deputada do partido Renew Europe, Sophie in 't Veld, afirmou: "Sr. Jansa, esta casa manifestou sérias preocupações acerca da sua atitude em relação a estes valores. Não há mal-entendidos: os ataques aos jornalistas e aos meios de comunicação livres, a pressão sobre o poder judicial e a sua interferência na nomeação do procurador são intoleráveis". Por isso, a sua reivindicação de liderança da agenda do estado de direito não é muito credível".

A segunda presidência eslovena da União Europeia tem início 30 anos após o país ter alcançado a independência da antiga Jugoslávia. Janez Jansa era, na altura, um militante anticomunista e defensor convicto de uma Eslovénia soberana.

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