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G20 acertam novo sistema fiscal para as grandes empresas

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De  Francisco Marques
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Christine Lagarde, presidente do BCE, à chegada a Veneza para o G20
Christine Lagarde, presidente do BCE, à chegada a Veneza para o G20   -   Direitos de autor  AP Photo/Luca Bruno

A cimeira das vinte maiores economias do mundo terminou com um acordo para a tributação das grandes multinacionais e com avisos de que a crise provocada pela pandemia ainda persiste.

Nesta reunião de dois dias em Veneza, Itália, o G20 concordou com a proposta da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) de se tentar travar a fuga aos impostos pelas grandes empresas ou mesmo o desvio dos lucros das gigantes tecnológicas para paraísos fiscais.

O acordo abrange para já 130 países e jurisdições, mas a OCDE confia que até outubro haverá mais países a ratificar o acordo.

Na qualidade de presidente do G20, o ministro da Economia e Finanças de Itália, Daniele Franco considerou este acordo "importante" porque "vai contribuir para estabilizar o sistema fiscal internacional nos próximos anos".

"Vai ainda garantir maior segurança fiscal e parar com a competição de impostos para atrair as empresas", acrescentou.

O grupo das economias mais fortes debateu ainda o apoio financeiro aos países mais vulneráveis, nomeadamente os africanos, e na declaração final apelaram a contribuições de todos os países com capacidade para tal e a esforços para a reestruturação da dívida desses países mais pobres.

Pela primeira vez, o G20 falou também do preço do carbono como uma ferramenta de combate ao aquecimento global.

Nas proximidades do local da cimeira, como é hábito, decorreram protestos contra o G20.

AP Photo/Luca Bruno
Confrontos entre manifestantes e polícia em VenezaAP Photo/Luca Bruno

Desta feita, cerca de 2 mil ativistas pela justiça social e combate às alterações climáticas protagonizaram confrontos com as forças policiais italianas.