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Novo protesto de mulheres no Afeganistão

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Direitos de autor Euronews
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De  Anelise Borges
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Frente ao palácio presidencial de Cabul, dezenas pediram para ser representadas no novo governo

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Não confiam nos talibãs e não querem ser tratadas como da última vez que o grupo jihadista esteve no poder. Dezenas de mulheres voltaram a manifestar-se no Afeganistão, desta vez, em frente ao palácio presidencial em Cabul. Pediram a defesa dos direitos alcançados sob o patrocínio ocidental e a participação no próximo governo.

As manifestantes sublinham que “todos são iguais e devem ter uma participação na tomada de decisões na política, na educação e no emprego, e não podem ficar em silêncio em casa". Acreditam que depois do governo estar estabelecido, os talibãs não vão confiar nem aceitar as mulheres. “Serão os mesmos de há 20 anos, não é possível confiar neles”, afirmam.

Quando governaram o Afeganistão, entre 1996 e 2001, os jihadistas impuseram uma interpretação dura do Islão e impediram raparigas e mulheres de frequentar escolas e a vida pública. Muitas das mulheres que participaram na manifestação desta sexta-feira culpam a comunidade internacional por abandonar o Afeganistão e por não garantir os direitos dos afegãos.

O novo governo promete ser "inclusivo" e, desde que assumiu o controlo de Cabul no dia 15 de agosto, fez várias declarações para tranquilizar a população e a comunidade internacional. Insiste que não haverá vingança mesmo para quem colaborou com o executivo anterior ou com as forças estrangeiras nos últimos 20 anos.

Em declarações à Euronews, um militante talibã disse que todos os afegãos estão seguros. "Vidas, propriedades, tudo está a salvo. Vamos servir o Islão e depois servir o país. Este é o nosso dever". Os talibãs pedem a quem saiu para regressar ao país, "para que o Afeganistão seja construído por todos".

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