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Mulheres afegãs podem frequentar universidades

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De  Anelise Borges
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Mulheres afegãs podem frequentar universidades
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As mulheres no Afeganistão podem continuar a frequentar universidades, incluindo estudos de pós-graduação, mas as salas de aula serão separadas por género e o vestuário islâmico será obrigatório. A informação foi avançada pelo ministro do Ensino Superior do novo governo talibã, dias depois do grupo anunciar um executivo formado exclusivamente por homens.

Numa conferência de imprensa, este domingo, Abdul Baqi Haqqani disse que as universidades devem ter a capacidade de ter edifícios separados, ou haver espaços onde os rapazes possam ser separados das raparigas. "A segunda solução é existirem horários específicos e distintos, a terceira é que se houver menos estudantes do sexo feminino, deve haver uma separação na sala de aulas", sublinhou o ministro.

Durante a conferência de imprensa, Haqqani disse que embora as mulheres sejam autorizadas a prosseguir os estudos, terão de adotar uma nova política, incluindo salas de aula segregadas e vestidos islâmicos completos obrigatórios. O ministro não especificou se as mulheres teriam de cobrir os rostos na sala de aula, mas disse que certos cursos teriam de ser revistos, embora não tenha adiantado mudanças nos currículos. Os talibãs já afastaram as mulheres do desporto e já disseram que a música não deve ser encorajada. A comunidade internacional tem estado atenta para ver até que ponto o grupo realmente mudou, especialmente no que diz respeito à sua atitude para com as mulheres. E sobre isso, o ministro Haqqani disse que o grupo não quer voltar atrás 20 anos e está a "tentar construir sobre o que existe hoje no Afeganistão".