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Ameaças para o Irão voltar aos termos do acordo nuclear sobem de tom

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De  Bruno Sousa
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Encontro das diplomacias de EUA, Israel e EAU
Encontro das diplomacias de EUA, Israel e EAU   -   Direitos de autor  Andrew Harnik/The Associated Press
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"O tempo está a esgotar-se" para o Irão. O aviso foi feito por Antony Blinken, que acrescentou que apesar de privilegiarem a via diplomática, os Estados Unidos estavam a explorar "outras opções" para impedir que Teerão se torne uma potência nuclear. As declarações do chefe da Diplomacia norte-americana surgiram após um encontro tripartido entre Estados Unidos, Israel e Emirados Árabes Unidos, no qual os três aliados aconselharam Teerão a regressar aos termos do acordo nuclear estabelecido internacionalmente.

Yair Lapid, ministro dos Negócios Estrangeiros de Israel, foi mais longe e disse que "se um regime terrorista se prepara para adquirir uma arma nuclear", é preciso "deixar claro que o mundo civilizado não o vai permitir". O chefe da Diplomacia israelita acrescentou que o seu país "se reserva o direito de agir em conformidade em qualquer momento", uma vez que tem essa responsabilidade.

Perante as ameaças dos velhos inimigos, Teerão reagiu com testes ao sistema antimísseis.

O acordo nuclear do Irão foi assinado em 2015 entre o país asiático e seis grandes potências (EUA, Rússia, China, França, Reino Unido e Alemanha) e limitava o programa atómico iraniano a troco do levantamento das sanções económicas internacionais.

Caiu por terra depois dos EUA o terem abandonado unilateralmente em 2018. As sanções impostas por Washington limitaram fortemente a economia iraniana mas também fizeram cair os limites que impediam o Irão de se tornar numa potência nuclear. As negociações para um regresso aos termos estabelecidos nunca saíram de um impasse.