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"Ponha-se um preço no carbono"

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De  Teresa Bizarro
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"Ponha-se um preço no carbono"
Direitos de autor  Yves Herman/AP

União Europeia pede acções urgentes para travar o aquecimento global. No primeiro dia da COP26, em Glasgow, os presidentes do Conselho Europeu e da Comissão Europeia defenderam que os mais ricos devem ser exemplos de boas práticas e financiar a mudança nos países mais pobres. Dizem que a Natureza não pode continuar a pagar a fatura.

"Neutralidade até 2050 é bom, mas não é suficiente. Precisamos de atos reais durante esta década. Para a Europa, é um corte de 55 por cento, pelo menos. Executado e entregue. Em segundo lugar, precisamos de um quadro robusto de regras para tornar o mercado global do carbono uma realidade," afirma Ursula von der Leyen. A presidente da Comissão Europeia é taxativa: "ponha-se um preço no carbono. A Natureza não pode continuar a pagá-lo."

O presidente do Conselho Europeu considerou que os mais ricos têm de dar o exemplo e apoiar os estados mais pobres a fazer a transição. "Orgulhamo-nos de honrar este compromisso de 100 mil milhões para os países que mais necessitam e encorajamos todos os nossos parceiros nos países desenvolvidos a seguir este exemplo, que me parece ser absolutamente essencial," afirmou Charles Michel.

A União Europeia tem um mercado de comércio de carbono, que tributa as emissões de 11 mil estruturas com utilização intensiva de energia. Bruxelas quer alargar esta taxa a outros sectores do quotidiano, como os ares condicionados e o transporte rodoviário.