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Bielorrússia repatria migrantes iraquianos

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De  Valérie Gauriat
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Bielorrússia repatria migrantes iraquianos
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Mais de 400 iraquianos foram repatriados pelo governo da Bielorrússia. Chegaram na última noite a Bagdade e a Irbil. São os primeiros de um lote de sete mil pessoas que o regime de Lukashenko diz ter identificado a caminho das fronteiras da Polónia, Letónia e Lituânia.

O governo de Minsk é acusado de deixar passar os migrantes como retaliação às sanções ocidentais. Anunciou estar disponível para repatriar 5 mil pessoas, mas pediu um corredor humanitário para fazer chegar os restantes à Alemanha. Berlim disse não.

"Um tipo de informação falsa que circulava era a de que o governo federal alemão estaria disposto a aceitar receber um certo número destes refugiados na Alemanha. Falava-se de 2 mil. Contactei de imediato a chanceler e recebi indicações claras de que se tratava de uma informação falsa," garantiu Horst Seehofer, Ministro alemão da Administração Interna.

Junto à fronteira da Bielorrússia com a Polónia permanecem centenas de pessoas. O governo de Minsk criou um centro de acolhimento provisório para alojar os migrantes, mas apesar das baixas temperaturas, muitos permanecem na rua, à procura de uma oportunidade para cruzar a fronteira e chegar a um país da União Europeia.

Do lado polaco, foi mais um dia de intensa actividade das forças de segurança. Os activistas humanitários dizem no entanto que praticamente não existem pedidos de socorro para os migrantes, não porque não haja problemas, mas porque estes não estão a conseguir atravessar.

Aqueles que o conseguem fazer correm enormes riscos e isto também está a preocupar a população local. A comunidade tem apoiado a forte presença dos militares, da polícia e dos guardas de fronteira, mas está preocupada com a possibilidade de mais vítimas. Na verdade, têm a certeza de que haverá mais baixas nas próximas semanas, o que pode acontecer mesmo à sua porta.