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Continuam a morrer migrantes que tentam chegar à Europa

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De  Nara Madeira  com AFP, AP
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Calais, França
Calais, França   -   Direitos de autor  Rafael Yaghobzadeh/Copyright 2021 The Associated Press. All rights reserved.

A mais recente tragédia no Canal da Mancha levanta grandes questões sobre a forma como está a ser gerida a crise migratória sobretudo pelo Reino Unido, já que o destino final dos cerca de 30 migrantes que na quarta-feira cruzaram este canal era a Grã-Bretanha, acabando, pelo menos, 27 deles por morrerem afogados.

Emmanuel Macron pede o reforço dos meios da Frontex nas fronteiras exteriores da União Europeia porque os esforços do seu país não chegam. Em Zagreb, a capital da Croácia, o presidente francês explicava que, "n__este caso França é um país de trânsito". Que estão a "lutar contra uma rede de traficantes que se aproveita do sofrimento", e que por isso é preciso "melhorar a cooperação".

O Reino Unido volta a admitir que é preciso fazer mais. A ministra do Interior, Priti Patel, explicava que se ofereceu "para trabalhar com França para colocar mais forças no terreno e fazer, absolutamente, tudo o que for necessário para proteger a área, para que pessoas vulneráveis não arrisquem as suas vidas entrando em barcos sem condições de navegabilidade".

Mas elas continuam a entrar e os corpos continuam a aparecer nas praias francesas. Foi encontrado mais um, esta quinta-feira, na região de Pas-de-Calais, e não é uma morte recente.

Para as organizações não-governamentais é preciso fazer mais. Nathanael Caillaux, encarregado do projeto migrantes da Secours Catholique da Caritas França, referia que "são sobretudo as políticas públicas de não-recepção na Europa, as políticas públicas", que impede estes migrantes de pedirem "asilo" em França ou noutro lugar da Europa. "Pessoas com perfeita legitimidade para ir para a Grã-Bretanha porque se vão juntar à família ou porque a familiares. Todas estas políticas públicas estão hoje a conduzir ao drama que estamos a viver".