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Supremo sinaliza vontade de revogar lei do aborto nos EUA

Supremo sinaliza vontade de revogar lei do aborto nos EUA
Direitos de autor Nam Y. Huh/Copyright 2021 The Associated Press. All rights reserved.
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De  Teresa Bizarro com Agências
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A decisão só deve ser conhecida a meio do próximo ano, mas a maioria dos juízes conservadores mostra-se a favor de devolver a decisão aos Estados

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O Supremo Tribunal dos Estados Unidos pode estar a caminho de reverter o direito ao aborto no país. A maioria dos juízes da mais alta instância da Justiça norte-americana sinalizou esta quarta-feira estar disponível para isso. O coletivo analisa um processo que pretende anular a decisão de 1973. O chamado caso Roe versus Wade estabeleceu o direito constitucional à interrupção voluntária da gravidez.

O que está em cima da mesa é o direito de cada Estado norte-americano legislar como entender. A começar com o Mississippi que quer proibir o aborto para lá das 15 semanas de gestação - 9 semanas antes do que a lei federal permite.

Herb Geraghty, ativista anti-aborto, marcou presença à porta do Supremo, esta quarta-feira. Diz esperar que os juízes escolham a lei do Mississipi e que, mesmo que não revertam a lei de 1973, que devolvam parte desse poder aos Estados.

"Espero que, neste caso, os juízes escolham a vida, escolham aplicar a lei do Mississippi. E espero que vejamos isto, se não uma reversão completa de Roe v. Wade, pelo menos devolução de parte desse poder de volta aos Estados," afirma.

Do outro lado do debate, está Alison Turkos. A ativista pró-escolha declara que está na rua para apoiar as pessoas que conhece e que já fizeram abortos. Quer salvaguardar o direito à escolha e diz que se trata apenas de justiça e possibilidade.  "Amo pessoas que fizeram abortos, e estou realmente aqui apenas para as apoiar. Eu nunca abortei, mas há a possibilidade de um dia precisar de o fazer," desabafa. 

O Supremo norte-americano não deve deliberar antes de junho do próximo ano, mas a nomeação de três juízes conservadores pelo anterior presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, alterou o equilíbrio de poderes (o coletivo é agora composto por 6 juízes conservadores e 3 liberais).

A ser revogado o direito constitucional, há pelo menos 20 Estados que já manifestaram intenção de alterar a lei do aborto.

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