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Tesouro de 300 mil euros dum acidente aéreo de 1966 finalmente partilhado

Pedras preciosas do tesouro descoberto em 2013 nos Alpes
Pedras preciosas do tesouro descoberto em 2013 nos Alpes Direitos de autor France Television frame
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De  Francisco Marques
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Caixa de pedras preciosas que seguia num voo que se despenhou nos Alpes em 1966 foi descoberta em 2013 e agora as pedras preciosas foram divididas. Algumas vão poder ser admiradas

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Um tesouro de pedras preciosas avaliado em cerca de 300 mil euros foi agora dividido entre o descobridor e o governo local da região da descoberta, em França.

Trata-se de uma caixa de pedras preciosas, contendo esmeraldas, safiras e rubis. Estima-se que fizesse parte da bagagem transportada no voo Air India 101, que ligava Mumbai, na Índia, a Londres, no Reino Unido, mas que se despenhou quando sobrevoava os Alpes.

O avião já tinha feito duas escalas, em Nova Déli e em Beirute, e estaria a caminho de uma terceira escala, em Genebra, na Suíça.

O motivo da queda do avião, um Boeing 707, não é conhecido. A principal suspeita é que se tenha despenhado ao iniciar o procedimento de descida após passar o Monte Branco, o pico mais alto (4.808 metros) da Europa Ocidental.

A queda deu-se na zona do Rochedo da Tournette, a uma altitude superior aos 4.700 metros. Todos os 106 passageiros e os 11 tripulantes perderam a vida. Entre eles, estava o comissário indiano da Energia atómica à altura, Homi Jehangir Bhabha.

De lá para cá, ao longo dos anos e ainda mais com o degelo provocado pelo aquecimento global em curso, destroços e restos humanos desta tragédia têm vindo a ser descobertos.

No ano passado, surgiu uma mala diplomática que se julga pertencer a alguém que seguia naquele voo, contendo jornais da altura, com a notícia da histórica eleição de Indira Gandhi, e documentos oficiais que se destinavam à embaixada da Índia em Washington, nos Estados Unidos.

A grande descoberta, no entanto, aconteceu em setembro de 2013, quando um alpinista encontrou uma caixa contendo esmeraldas, safiras e rubis. As pedras preciosas estavam acondicionadas em pequenos sacos plásticos e de início pensou-se que poderiam ser pensos médicos.

Entregue às autoridades, o conteúdo da caixa foi avaliado em 300 mil euros e, de acordo com a lei francesa, guardado num cofre-forte durante oito anos.

As pedras preciosas voltaram agora a ver a luz. Entregue na sexta-feira ao Museu dos Cristais, em Chamonix, França, a caixa foi aberta na presença de uma advogada do alpinista e, com a ajuda de um especialista, o tesouro foi dividido em partes iguais, como manda a lei.

Metade pertence ao descobridor e o resto ao governo local. O alpinista revelou o plano de colocar os respetivos 150 mil euros numa conta e não perder a cabeça com a pequena fortuna recebida.

A outra metade do tesouro vai ficar exposta no Museu dos Cristais de Chamonix, que reabre ao público a 19 de dezembro.

Outras fontes • France Television

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