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Covid-19: Na Eslovénia as Unidades de Cuidados Intensivos estão sob pressão

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De  Nara Madeira  com AP, AFP
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Covid-19: Na Eslovénia as Unidades de Cuidados Intensivos estão sob pressão
Direitos de autor  Cleared

As unidades de cuidados intensivos da Eslovénia ainda estão a rebentar pelas costuras. No Hospital Universitário Maribor o pessoal, algum dele sem formação, trabalha sem dispositivos de isolamento adequados.

Os quartos normais foram convertidos em UCI's. Alenka Strdin Košir, chefe deste departamento, explicava que "o__nível de cuidados permanece elevado e não corresponde, de modo algum, a padrões normalmente aceitáveis numa UCI. Todas as portas dos quartos são seladas com fita adesiva para que o vírus permaneça no interior. Isto é tudo improvisação. Não temos salas com alta ou baixa pressão. Estas não foram concebidas para serem enfermarias de UCI", frisava a responsável.

Embora o número de novos casos no país, e depois de se baterem recordes, ter diminuido para metade no último mês, o número de doentes nos cuidados intensivos não está a decrescer. Actualmente, 56 por cento da população está totalmente vacinada, mas ainda há muitas pessoas que precisam de ver para crer. Alenka Strdin Košir referia que é"quando o paciente entra na UCI", que ele compreende que "o coronavírus é real, porque têm dificuldade em respirar, luta pela sua vida", por isso fica "realmente assustado". Situação idêntica com a "maioria dos familiares", que depois de terem alguém internado na UCI, apercebem-se disso e "muitos deles mudam as suas histórias nas redes sociais e começam a pensar de forma diferente".

Na Eslovénia, qualquer pessoa que não esteja vacinada tem de ser regularmente testada se quiser ir a restaurantes ou cafés e nem todos concordam com esta medida. Uma jovem, entrevistada na rua dizia não gostar "__que as pessoas não sejam tratadas de forma igual, que as pessoas vacinadas possam andar livremente" e que os "não vacinados, tenhamos de ser testados".

Mas há outros problemas no Serviço Nacional de Saúde esloveno, e que é transversal a outros países. Os baixos salários levam muitos profissionais a partir.Jernej Završnik, presidente da Associação Médica de Maribor referia à Euronews que "muitos dos (...) médicos especialistas estão, infelizmente, a deixar o (...) país e a ir para o estrangeiro, em particular para a Áustria, Alemanha, Suíça e também para a Escandinávia".

Só na semana passada, foram 70 médicos os eslovenos que se candidataram a uma transferência para o estrangeiro. Por outro lado, e em média, quatro novos médicos são recrutados na Eslovénia todas as semanas.

O governo esloveno está consciente da escassez de pessoal médico e sabe que isso exige uma mudança estratégica mas defende que ela não pode ser implementada no curto prazo.