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Novo governo no Cazaquistão

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De  Teresa Bizarro  com Agências
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Novo governo no Cazaquistão
Direitos de autor  AP/Kazakhstan's Presidential Press Service

Alikhan Smailov é o novo primeiro-ministro do Cazaquistão. Foi nomeado pelo presidente esta terça-feira e rapidamente aprovado pelo parlamento numa sessão transmitida em direto pela televisão estatal. Smailov, com 49 anos, era vice-primeiro-ministro no governo demitido na semana passada por Tokayev, na sequência da onda de protestos que varreu o país.

De acordo com informação oficial, as forças de segurança cazaques detiveram quase 10 mil pessoas na última semana.

No Cazaquistão estão ainda cerca de 2 mil militares estrangeiros. Tropas internacionais lideradas pela Rússia que devem abandonar o país "dentro de dois dias". Anúncio feito pelo chefe de Estado cazaque, considerando que a missão de apoio foi "um sucesso".

União Europeia pede respeito pelos direitos fundamentais

Numa videoconferência com o presidente do Conselho Europeu, Kassym-Jomart Tokayev desmentiu o uso de força contra os manifestantes. O líder cazaque considerou no entanto que país enfrentou actos de agressão sem precedentes, obrigado a medidas urgentes para restaurar a ordem constitucional. 

Nos confrontos morreram 160 pessoas, incluindo 17 membros das forças de segurança. Em nome da União Europeia, Charles Michel lamentou a perda de vidas e reafirmou a importância do respeito dos direitos humanos e das liberdades fundamentais.

A vida em Almaty, a antiga capital e maior cidade do Cazaquistão, começou a voltar à normalidade esta semana. As carreiras de transporte público foram retomadas e as lojas começaram a reabrir.

Os protestos estalaram por causa da duplicação do preço do gás. O Presidente Kassym-Jomart Tokayev culpou os "terroristas" apoiados por estrangeiros pela agitação.