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Sobrevivente em Tonga: "A parte mais assustadora foi quando as ondas me levaram para o mar"

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De  euronews
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Barco danificado na ilha de Atata, em Tonga
Barco danificado na ilha de Atata, em Tonga   -   Direitos de autor  Kilo Folau/Broadcom Broadcasting via AP

A ilha de Atata, no arquipélago de Tonga, foi totalmente devastada após o maremoto que atingiu a nação do Pacífico, no sábado.

Com uma população de cerca de 70 pessoas, muitos procuraram refúgio na igreja mórmon da ilha. Todos os habitantes sobreviveram, mas poucos edifícios ficaram de pé.

Lisala Folau, um carpinteiro aposentado, com deficiência motora, foi levado pelas águas e nadou durante mais de um dia para salvar vida.

"A parte mais assustadora da provação, para mim, foi quando as ondas me levaram para o mar... Quando eu estava indefeso no mar, vieram-me duas coisas à mente: Uma, que eu ainda tinha fé em Deus. Duas, a minha família. Só pensava no que a minha família poderia pensar naquele momento: "Talvez ele tenha morrido?"

A ilha de Atata ficou totalmente destruída, no entanto os seus habitantes querem voltar pois é aqui que têm as suas raízes. O arquipélago enfrenta uma grande escassez de água o que leva as autoridades a temerem a propagação de doenças. Entretanto, já começou a chegar ao país a ajuda humanitária enviada pela Austrália e Nova Zelândia, com o apoio do Japão.

A erupção submarina de 15 de janeiro fez-se sentir um pouco por todo o mundo. No Peru, por exemplo, a mais de 10.000 quilómetros de Tonga, as fortes ondas provocaram um derrame de petróleo numa refinaria que ultrapassa, já, os 2,9 quilómetros quadrados de mar e costa, de acordo com as autoridades de Lima.

O Governo peruano deu à Repsol, detentora da refinaria, 10 dias para limpar a zona afetada, caso contrário, a petrolífera espanhola pode incorrer numa multa de até mais 105 mil euros.