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Presidente do Burkina Faso detido

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Tumultos na capital do país
Tumultos na capital do país   -   Direitos de autor  euronews

O presidente do Burkina Faso, Roch Marc Christian Kabore, terá sido detido por militares rebeldes. A informação foi avançada por dois soldados, à Associated Press, no entanto, foi negada pelo ministro da Defesa Aime Barthelemy Simpore.

Na noite de domingo, foram registados tiros e tumultos junto ao Palácio presidencial, em Ouagadougou.

Militares e população protestaram contra a incapacidade de Kabore para conter o avanço dos jihadistas e para proteger devidamente as comunidades.

"Estamos, atualmente, sob outra forma de ditadura que não tem nome (...) Um presidente que não é capaz de tomar medidas de segurança para proteger a própria população, não é um presidente digno desse título", refere um burquinabê.

No domingo, centenas de pessoas saíram às ruas da capital do Burkina Faso manifestando apoio aos militares revoltosos que tomaram o controlo do quartel militar de Lamizana Sangoule.

A manifestação foi reprimida pelas autoridades que usaram gás lacrimogéneo para dispersar as multidões.

O Governo de Roch Marc Christian Kabore tem vindo a ser contestado pela população, nos últimos dias devido ao modo como lidou com a insurreição islâmica.

Os ataques jihadistas no Burkina Faso são frequentemente atribuídos a grupos afiliados à rede terrorista Al Qaida e ao autoproclamado Estado Islâmico, especialmente na região norte do Sahel, mas têm-se espalhado pelas regiões vizinhas e, desde 2018, pelo leste do país.

A insegurança fez aumentar o número de deslocados internos para pouco mais de 1,5 milhões, de acordo com números do Governo de Burquinabê.