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OMS avisa: "É cedo para cantar vitória" na batalha contra a pandemia de Covid-19

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De  Ricardo Figueira
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OMS avisa: "É cedo para cantar vitória" na batalha contra a pandemia de Covid-19
Direitos de autor  Salvatore Di Nolfi/AP

Pouco a pouco, as restrições ligadas à Covid-19 vão sendo levantadas em vários países da Europa, com a generalização das doses de reforço da vacina e perante a aparente menor perigosidade da variante ómicron do vírus, que é, no entanto, bastante mais transmissível.

No entanto, a Organização Mundial de Saúde (OMS) diz que ainda é cedo para cantar vitória e é preciso manter a vigilância: "Pedimos a todos os países que protejam as pessoas usando todas as ferramentas ao seu dispor, não só as vacinas. É prematuro para qualquer país render-se ou declarar vitória. Este vírus é perigoso e continua a evoluir à nossa frente", disse o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus.

É prematuro, para qualquer país, render-se ou declarar vitória.
Tedros Adhanom Ghebreyesus
Diretor-geral da OMS

Dinamarca

O país deixou de considerar a Covid-19 uma doença socialmente crítica e levantou, por isso, a quase totalidade das restrições ligadas à pandemia. O governo alega que a doença representa agora um fardo menos pesado para o sistema de saúde e o país tem uma boa taxa de vacinação e uma boa capacidade de testagem.

A população mantém alguma prudência. Lone tem 60 anos, vive em Copenhaga e diz que "está contente com o levantamento das restrições, mas mesmo assim tem algum medo e tem uma máscara na mala, para pôr se entrar num sítio com mais gente, porque o vírus continua a circular". Apesar disso, "o levantamento das medidas restritivas dá um sentimento de liberdade", acrescenta.

Noruega

Também aqui o governo decidiu acabar com a maioria das restrições ligadas à Covid, com efeito imediato. O teletrabalho deixa de ser obrigatório e os restaurantes voltam a poder servir álcool para lá das 11 da noite.

França

Terminam os limites de capacidade nos concertos e nos eventos desportivos. A máscara deixa de ser obrigatória na rua, mas continua a sê-lo nos transportes. O passe vacinal, que substituiu o passe sanitário e implica estar vacinado contra a Covid, é obrigatório na maioria dos públicos.