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Rússia e NATO mantêm portas abertas ao diálogo em ambiente de tensão

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De  Euronews
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Rússia e NATO mantêm portas abertas ao diálogo em ambiente de tensão
Direitos de autor  SERGEI SUPINSKY/AFP or licensors

O Pentágono revelou, esta segunda-feira, que a Rússia ainda não tomou uma decisão final sobre invasão da Ucrânia.  No entanto, tendo em conta as manobras militares junto da fronteira ucraniana e no Mar Negro, nos últimos dias, uma intervenção das forças "num prazo muito curto" continua a ser "totalmente possível", acrescentou o porta-voz do Departamento de Defesa norte-americano, John Kirby. 

Ned Price, porta-voz do Departamento de Estado dos Estados Unidos da América (EUA), confirmou aos jornalistas essa a "nítida possibilidade, talvez mais real que nunca, de que a Rússia possa decidir prosseguir com a ação militar", que "pode começar a qualquer momento". 

No entanto, acrescenta que Washington está "a trabalhar ativamente para tentar chegar a uma solução diplomática".

Devido ao reforço militar russo junto da Ucrânia, a embaixada dos EUA vai deslocar-se temporariamente de Kiev para Lviv, ao contrário de todas as embaixadas dos Estados pertencentes à União Europeia, que, de acordo com o embaixador da UE no país, irão permanecer na capital.

Chanceler alemão encontra-se com Putin

O chanceler alemão, Olaf Scholz, é esperado, esta terça-feira, em Moscovo, para uma conversa com o presidente russo, onde vai procurar dissuadir Vladimir Putin de uma intervenção militar.

Antes da passagem por Moscovo, Scholz tinha já endurecido o tom contra a Rússia, ameaçando com sanções. Esta segunda-feira, esteve em Kiev, onde, ao lado do presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelenskyy, prometeu um "diálogo sério" com o Kremlin.

"Estamos preparados para ter um diálogo sério com a Rússia sobre questões de segurança europeia. A NATO e os EUA fizeram propostas à Rússia que apoiamos. Esperamos agora uma reação e uma resposta da Rússia", afirmou o chanceler alemão.

Zelenskyy decreta "Dia da Unidade Nacional"

Após a reunião com o chanceler da Alemanha, o presidente ucraniano.dirigiu-se à nação para apelar à unidade nacional, tendo em vista um ataque da Rússia já esta quarta-feira.

"Dizem-nos que 16 de fevereiro será o dia da invasão. Faremos dele um dia de unidade nacional. O decreto foi assinado. Vamos mostrar bandeiras nacionais, colocar fitas amarelas e azuis e mostrar a nossa unidade a todo o mundo", afirmou Volodymyr Zelenskyy.

Mas de Moscovo ainda vêm sinais de esperança na diplomacia. O ministro russo dos Negócios Estrangeiros, Sergey Lavrov, aconselhou Putin a prosseguir as conversações com o Ocidente. Numa conversa filmada, Lavrov disse ainda que há sempre "a possibilidade de acordo" com a NATO.