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Cinco dias após decreto do "Estado de Emergência" polícia impõe fim a protesto antivacinas

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De  Francisco Marques
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Polícia antimotim canadiana durante a intervenção contra o protesto antivacinas
Polícia antimotim canadiana durante a intervenção contra o protesto antivacinas   -   Direitos de autor  Justin Tang /The Canadian Press via AP

Terminou pela força o protesto antivacinas e restrições anticovid que há semanas se prolongava no Canadá, já com avultados prejuízos para a economia da região, incluindo grandes empresas dos Estados Unidos.

Desde o final de janeiro que milhares de pessoas se concentravam diante do Parlamento, em Otava, a exigir o fim das restrições no quadro da Covid-19 e a demissão de Justin Trudeau.

O primeiro-ministro canadiano decretou na semana passada o "Estado de Emergência", única forma para permitir medidas extraordinárias às autoridades na resolução dos bloqueios provocados pelo protesto.

As forças da ordem, incluindo brigadas antimotim, avançaram este fim de semana e no sábado o chefe da polícia de Otava disse ter sido conseguido um "importante progresso".

"Conseguimos remover em segurança este protesto ilegal das nossas ruas. A cada passo desta operação, fomos frontais e claros com os manifestantes ilegais: eles tinham de abandonar a zona", lembrou Steve Bell.

Desde sexta-feira, dia do início da operação policial para acabar com o protesto antivacinas, as autoridades realizaram mais de 170 detenções e rebocaram mais de meia centena de veículos. De sábado, há registos do uso de gás lacrimogéneo e granadas atordoantes para obrigar os manifestantes a desmobilizar.

Do lado dos manifestantes, "é um capítulo que se fecha, mas a mensagem passou". "Vamos juntar-nos de novo na primavera, daqui a algumas semanas. Agora vamos descansar", afirmou Philip Chadwick, um dos ativistas antirrestrições deste protesto canadiano.

Foi a primeira vez que o Canadá recorreu à chamada “Lei das Emergências”, aprovada em 1988 e agora estreada para colocar fim a um bloqueio que já estava a custar muitos milhões à economia canadiana.

O protesto começou no final de janeiro contra as restrições em vigor, penalizando sobretudo quem não estava vacinado contra a Covid-19.

Ganhou força e ficou conhecido como "comboio da liberdade" após alguns camionistas terem bloqueado a ponte Ambassador, um dos mais importantes canais comerciais entre o Canadá e os Estados Unidos, que liga Otava a Detroit, uma cidade conhecida pela forte indústria automóvel.

Para já, vitória para Justin Trudeau, mas os manifestantes prometem voltar e manter o governo sob pressão depois de o movimento que criaram ter gerado réplicas inclusive na Europa, propagando a desinformação que alimenta o descontentamento de quem se considera prejudicado pelas imposições sanitárias dos governos para impedir que a Covid-19 volte a saturar os hospitais.