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Pelo menos três pessoas morreram num bombardeamento russo a Irpin

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De  Nara Madeira
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Pelo menos três pessoas morreram num bombardeamento russo a Irpin
Direitos de autor  AP / Vadim Ghirda

São imagens chocantes as que chegam da Ucrânia. Pelo menos três pessoas, entre elas uma criança, morreram na sequência do bombardeamento russo a Irpin, uma cidade perto de Kiev. Um vídeo captou o momento em que foi disparado um morteiro perto de uma ponte utilizada por quem fugia dos combates. O pânico, a incredulidade, instalaram-se.

Momentos dramáticos também os vividos por sobreviventes ucranianos, obrigados a passar por cima dos destroços de uma ponte bombardeada pela Rússia, para fugir enquanto as bombas continuavam a cair.

Nas redes sociais o parlamento ucraniano perguntava: "Quantas vidas inocentes dos nossos filhos devemos dar nesta guerra, quantas cidades devem ser destruídas para que os membros da @NATO fechem, finalmente, o céu ucraniano? Digam-nos o preço, se a vida humana já não vale nada para vocês!"

As forças russas continuam a sua incursão e as acusações de ataques indiscriminados, também contra alvos civis e cada vez mais violentos, aumentam.

Nas margens do Mar Negro, a cidade ucraniana de Odessa, que vive há dias na expectativa agonizante de um ataque russo, exibe uma calma enganosa enquanto os residentes tentam agir o mais normalmente possível porque esperam o pior.

Lyuba, de 14 anos, parte com a mãe e as irmãs e diz que é "muito triste, é muito difícil largar um ente querido", porque se sabe que "ali a situação difícil, há ações militares" e o pai "pode morrer a qualquer momento".

O Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, já avisou que as atenções russas vão virar-se para oeste para a histórica cidade portuária de Odessa, que até agora tem poupada pelos bombardeamentos.