Newsletter Boletim informativo Events Eventos Podcasts Vídeos Africanews
Loader
Encontra-nos
Publicidade

Fugir "com as mãos quase vazias"

Fugir "com as mãos quase vazias"
Direitos de autor  Visar Kryeziu/Copyright 2022 The Associated Press. All rights reserved.
Direitos de autor Visar Kryeziu/Copyright 2022 The Associated Press. All rights reserved.
De Monica Pinna
Publicado a
Partilhar Comentários
Partilhar Close Button
Copiar/colar o link embed do vídeo: Copy to clipboard Link copiado!

O drama dos refugiados vindos da Ucrânia não acaba com a travessia da fronteira. Reportagem da Euronews na Polónia

Não há tréguas no acolhimento de pessoas que atravessam a fronteira da Ucrânia com a Polónia. Nas contas das Nações Unidas, mais de um milhão de refugiados ucranianos chegaram a território polaco nos últimos 10 dias.O presidente da Câmara da pequena cidade fronteiriça de **Przemysl **admite que a resposta não é fácil.

PUBLICIDADE
PUBLICIDADE

"Não temos tempo. Temos de recolher rapidamente as pessoas na fronteira. Durante a noite as temperaturas são de menos dois ou menos três graus e não podemos deixar pessoas congelar na fronteira. É uma situação difícil e provavelmente será mais difícil num futuro próximo," afirma Wojciech Bakun.

Noite e dia, chegam à cidade dezenas de autocarros num fluxo contínuo. Lá dentro, refugiados exaustos que recebem o básico, comida e roupa. 

Tanya Andreeva, uma chef de Kiev, procura um casaco quente para o filho de 7 anos antes de continuar a viagem. "Não pudemos trazer quase nada. Foi demasiado rápido, havia bombas a explodir. Foi muito assustador. O meu filho estava muito assustado. Atirámos algumas coisas para dentro da mala, saímos e corremos com as mãos quase vazias," desabafa.

Os refugiados vindos da Ucrânia são, na maioria, mulheres e crianças. Estão numa situação particularmente vulnerável e precisam de protecção.

Agnieszka Falana, voluntária no centro de acolhimento, a melhor forma de proteger todas as pessoas que atravessam a fronteira é registar a entrada e o destino. Porque mesmo perante a tragédia há quem se aproveite.

"Cada pessoa que sair será registada. Teremos todos os seus dados pessoais e das pessoas que as vêm buscar - o apartamento, a morada, tudo -, para que possamos ter o controlo das pessoas. Sabemos que há jovens raparigas a desaparecer. Há ladrões que tentam roubar tudo o que as pessoas têm. Num saco, têm dinheiro, jóias, porque foi tudo o que conseguiram apanhar antes de vir," explica esta festora de eventos, agora a trabalhar com os refugiados.

Esta é a crise de refugiados que cresce mais rapidamente na Europa desde a Segunda Guerra Mundial. O conflito na Ucrânia agrava-se e a Polónia diz que isto é apenas o começo. A resposta humanitária local parece estar à beira do abismo, mas esperam-se ainda mais três a quatro milhões de refugiados.

Ir para os atalhos de acessibilidade
Partilhar Comentários

Notícias relacionadas

Ministros da Defesa do Grupo dos Cinco garantem que "a Europa acordou"

Surgem raras cristas de gelo na costa do Mar Báltico e atraem a atenção da comunidade científica

Polónia já tem mais ouro do que o Banco Central Europeu - e não tem intenção de abrandar