Corrida ao óleo de girassol

Tropas ucranianas atravessavam um campo de girassóis em Kryva Luka, durante a guerra separatista de 2014 (ARQUIVO)
Tropas ucranianas atravessavam um campo de girassóis em Kryva Luka, durante a guerra separatista de 2014 (ARQUIVO) Direitos de autor Evgeniy Maloletka/AP
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A Ucrânia é o maior fornecedor de sementes de girassol e derivados à Europa e, com a guerra, a sementeira deste ano está em risco

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A guerra na Ucrânia compromete mais do que o fornecimento de gás e petróleo à Europa. O país é um dos mais importantes fornecedores de cereais e óleos.

No caso de Portugal, segundo a Portugal Foods, no ano passado, as importações com selo ucraniano foram de quase 300 milhões de euros. Mais de metade dizem respeito à importação de cereais, sobretudo para alimentação animal. A Ucrânia é o maior fonecedor de milho ao mercado português, mas a quota de óleo de girassol é também significativa.

Em Itália, o peso do fornecimento é ainda maior. Nos dois últimos anos, a Itália importou cerca de 298 mil toneladas de óleo de girassol - e 91% vieram da Ucrânia.

Em Espanha, muitos supermercados já começaram a racionar o produto e a impôr limites à quantidade de garrafas de óleo por cliente.

A Ucrânia é um dos maiores produtores de sementes de girassol e derivados do mundo. Março é precisamente o mês de sementeira desta flor que é também o símbolo da Ucrânia. A guerra e a falta de fertilizantes vindos da Rússia podem comprometer a sementeira e com isso a próxima colheita.

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