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Joe Biden tenta virar Xi Jinping contra Vladimir Putin em conversa de duas horas

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De  Francisco Marques
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Presidentes dos Estados Unidos e da China voltam a falar à distância
Presidentes dos Estados Unidos e da China voltam a falar à distância   -   Direitos de autor  AP Photo/Susan Walsh, Arquivo

O Presidente dos Estados Unidos tentou esta sexta-feira virar o homólogo da China contra Vladimir Putin e o Kremlin.

Joe Biden espera contar com o apoio de Xi Jinping para pôr fim à invasão russa da Ucrânia e ter manifestado ao líder comunista que o futuro comercial da China est na Europa e na América.

Após uma conversa de quase duas horas com o chefe da Casa Branca, Xi Jinping concordou que "a crise ucraniana não é do interesse de ninguém” e assumiu que, "enquanto membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU e sendo as duas maiores economias do mundo, China e Estados Unidos devem assumir a respetiva responsabilidade internacional e trabalhar juntos para a paz e a tranquilidade mundial".

Sem se comprometer, o líder chinês afirmou ainda, numa breve declaração difundida pela televisão estatal chinesa, que "as relações entre estados soberanos não podem chegar ao confronto armado".

A Casa Branca, entretanto, publicou uma declaração sobre a conversa mantida com o Presidente da China, na qual Joe Biden explicou os esforços para tentar evitar a invasão da Ucrânia e a consequente resposta à agressão do Kremlin, incluindo as sanções impostas à Rússia.

O Presidente dos EUA tentou fazer ver ao homólogo chinês "as implicações e as consequências de a China fornecer material de apoio à Rússia enquanto continuar o ataque brutal contra cidades ucranianas e civis."

Joe Biden sublinhou ainda o "apoio a uma resolução diplomática da crise".

A conversa entre os dois presidentes decorreu numa semana marcada por um agravamento das palavras de Biden sobre Vladimir Putin, apelidado pelo líder norte-americano como "um criminoso de guerra", um "ditador assassino" e um "bandido".

Noutros temas abordados entre Biden e Xi Jinping, o norte-americano disse manter a posição sobre a situação de Taiwan, território autónomo que a China reclama, e enfatizou que os EUA se continuam a opor a uma mudança unilateral do status quo.

Os dois homólogos concordaram em manter os canais de comunicação abertos para melhor gerir a concorrência entre ambos os países.