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Tensão e violência crescente entre israelitas e palestinianos

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De  Euronews
Tensão entre Israel e palestinianos continua
Tensão entre Israel e palestinianos continua   -   Direitos de autor  Nasser Nasser/Copyright 2022 The Associated Press. All rights reserved

O primeiro-ministro israelita deu, esta sexta-feira, "liberdade total" às agências de segurança para agirem no sentido de refrear a violência, após o ataque em que um palestiniano matou a tiro dois israelitas.

"Não há e não haverá limites para esta guerra", disse Naftali Bennett.

O movimento islâmico palestiniano, Hamas, que controla a Faixa de Gaza, e o grupo Jihad Islâmica elogiaram o ataque, mas não o reivindicaram.

Na sexta-feira anterior, a polícia israelita disse ter morto a tiro um palestiniano que matou dois homens israelitas e feriu mais de uma dúzia de outros quando abriu fogo numa rua de bares e restaurantes movimentados, numa quinta-feira à noite.

Cerca de 1.000 polícias e tropas do exército fortemente armados espalharam-se por Tel Aviv à caça do perpetrador durante horas, enquanto os habitantes locais se escondiam em cozinhas de restaurantes e nas suas casas.

O Ministro da Defesa israelita, Benny Gantz, falando ao lado de Bennett, disse que os oficiais tinham efetuado "cerca de 200 detenções", acrescentando: "se necessário haverá milhares".

Festa de noivado acaba em velório

Os dois homens israelitas mortos foram identificados como Tomer Morad e Eytam Magini, ambos de 27 anos e amigos de infância, naturais da cidade de Kfar Saba.

Magini deveria celebrar o seu noivado na sexta-feira à noite. Lia Arad, a mãe da noiva, disse à televisão pública israelita: "Era suposto celebrarem a sua festa de noivado esta noite, os primos de Eytam organizaram-na nesta casa onde agora estamos sentados de luto".

Os dois amigos vão ser enterrados no domingo.

A agência Shin Bet de Israel disse que o agressor é Raad Hazem, de 28 anos, de Jenin, no norte da Cisjordânia ocupada por Israel, onde na semana passada as forças israelitas mataram três pessoas numa rusga.

O presidente da Autoridade Palestiniana, Mahmud Abbas, condenou o ataque, dizendo que "o assassinato de civis palestinianos e israelitas apenas conduz a uma maior deterioração da situação".

Um total de 13 pessoas foram mortas em ataques em Israel desde 22 de março, incluindo algumas levadas a cabo por assaltantes ligados ou inspirados pelo grupo Estado islâmico.

Durante o mesmo período, pelo menos nove palestinianos foram mortos, incluindo assaltantes.