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Vladimir Putin vê o garrote socioeconómico a apertar-se em torno das filhas

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De  Francisco Marques
Vladimir Putin assiste de parte incerta ao cerco socioeconómico internacional
Vladimir Putin assiste de parte incerta ao cerco socioeconómico internacional   -   Direitos de autor  Mikhail Klimentyev, Sputnik, Kremlin Pool Photo via AP

O cerco socioeconómico às duas filhas conhecidas de Vladimir Putin apertou-se ainda mais. Depois dos Estados Unidos, também a União Europeia e o Reino Unido impuseram sanções a Maria Vorontsova, de 36 anos, e Katerina Tikhonova, de 35.

As duas descendentes do líder do Kremlin fazem parte de uma lista com mais de 215 nomes e 18 organizações adicionada esta semana ao boletim oficial da UE, a quem foram aplicadas sanções "tendo em conta o Regulamento (UE) n.o 269/2014 do Conselho, de 17 de março de 2014, que impõe medidas restritivas no que diz respeito a ações que comprometam ou ameacem a integridade territorial, a soberania e a independência da Ucrânia."

Vorontsova e Tikhonova estão agora proibidas de entrar ou circular em território da União Europeia e os bens detidos por ambas vão ser congelados sob ameaça de poderem vir a ser nacionalizados para serem capitalizados em ajuda financeira para reconstruir a Ucrânia.

As irmãs estão também proibidas de entrar no Reino Unido e os eventuais bens que detenham no território serão confiscados, embora o jornal Guardian adiante não ter conhecimento de provas de que elas ali tenham estado alguma vez.

No caso britânico, a decisão é enquadrada num procedimento de caráter de urgência que obriga o governo a encontrar no máximo em 56 dias as evidências que justificam as sanções anunciadas.

União Europeia partilha dados

Na UE, Vorontsova é visada por ser "coproprietária da empresa "Nomenko", envolvida no maior projeto de investimento privado da Rússia no domínio da saúde, com um custo estimado de 40 mil milhões de rublos (460 milhões de euros)".

"Por conseguinte, [Maria Vorontsova] obtém benefícios do Governo da Federação da Rússia e tem atividade em setores económicos que constituem uma fonte substancial de receitas do Governo da Federação da Rússia", lê-se no Jornal Oficial da União Europeia.

Quanto a Tikhonova, que nasceu em Dresden, na Alemanha, "foi chefe do novo instituto de inteligência artificial da Universidade Estatal de Moscovo, financiado por fundos públicos" e "atualmente, dirige a iniciativa de desenvolvimento "Innopraktika", financiada por importantes empresas russas cujos diretores pertencem ao círculo restrito de oligarcas próximo do presidente Vladimir Putin".

"Por conseguinte, [Ekaterina Tikhonova] obtém benefícios do Governo da Federação da Rússia e está associada a pessoas proeminentes com atividade em setores económicos que representam uma fonte substancial de receitas para o Governo da Federação da Rússia", detalha-se no boletim da UE.

O documento europeu refere ainda que Tikhonova "está associada ao seu pai, que é responsável por ações que comprometem a integridade territorial, a soberania e a independência da Ucrânia, bem como a estabilidade e a segurança na Ucrânia, e apoia ativamente tais ações".

Outras fontes • AFP, Guardian