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Chegaram a Zaporíjia 170 civis retirados de Mariupol

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De  Lusa, AFP, AP
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AP   -   Direitos de autor  AP / Francisco Seco

Mais de 170 civis de Mariupol, entre os quais cerca de 40 retirados da siderurgia de Azovstal, chegaram esta noite a Zaporijia, no sudeste da Ucrânia, indicou a agência noticiosa AFP.

Estas pessoas, algumas com crianças, foram levadas para um parque de estacionamento de um centro comercial, que se transformou num centro de acolhimento para quem foge das zonas ocupadas pelo exército russo.

No total, 174 civis transportados por oito autocarros chegaram a esta grande cidade do sudeste ucraniano “a partir do inferno de Mariupol”, precisou no Twitter a coordenadora humanitária das Nações Unidas para a Ucrânia, Osnat Lubrani.

“No entanto, o nosso trabalho não terminou”, prosseguiu Lubrani, assegurando que “dezenas de pessoas que desejavam juntar-se ao comboio [humanitário] nos últimos dias não puderam fazê-lo”.

Com esta operação, são mais de 600 os civis retirados do vasto complexo siderúrgico, o último bastião das tropas ucranianas no local lideradas pelo regimento Azov, integrado na Guarda Nacional.

Previamente, e no decurso de uma conferência de imprensa conjunta com o primeiro-ministro canadiano Justin Trudeau, de visita a Kiev, o Presidente ucraniano Volodymyr Zelensky reconheceu a impossibilidade de libertar Mariupol.

“O nosso país carece de armamento pesado necessário para libertar Mariupol” numa operação militar. “Digo-o abertamente”, sublinhou.

O líder ucraniano também considerou ser praticamente impossível garantir a saída dos militares ucranianos entrincheirados no complexo siderúrgico e acusou a Rússia de bloquear os esforços para a sua retirada.

“Os militares russos, o Exército russo e a cúpula do poder da Federação russa não querem que os nossos soldados saiam”, indicou em declarações divulgadas pelo portal digital ucraniano Gazeta.

Ataque a escola faz pelo menos 60 mortos

O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, confirmou que 60 pessoas morreram na sequência do bombardeamento aéreo russo a uma escola na região de Lugansk, no leste da Ucrânia.

“Na localidade de Bilogorivka, na região de Lugansk, uma bomba russa matou 60 civis”, afirmou Zelensky durante uma intervenção por videoconferência na cimeira do G7, os sete países mais ricos do mundo.

Segundo o chefe de Estado, as vítimas “tentaram encontrar refúgio no edifício da escola pública”, que foi “atingida num ataque aéreo russo”, acrescentou.

“Uma bomba aérea atingiu uma escola e 60 pessoas estão mortas sob os escombros”, indicou por sua vez o governador da região de Lugansk, Serguii Gaidai, à televisão de língua russa Current Time TV, acrescentando que “ainda decorrem ataques muito fortes em Bilogorivka”.

Inicialmente, as autoridades davam conta da existência de dois mortos e 60 desaparecidos.

Entretanto, o coordenador de crises da ONU para a Ucrânia, Amin Awad, expressou “profunda consternação” pelo ataque russo.

Num breve comunicado, Awad afirmou que este ataque “é outro registo da crueldade desta guerra” e solidarizou-se com as vítimas e familiares.