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Mensagem de Mariupol para o Ocidente

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De  Euronews
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A companheira de um dos combatentes ucranianos da Azovstal
A companheira de um dos combatentes ucranianos da Azovstal   -   Direitos de autor  Natalia Liubchenkova

Para o Ocidente, elas trazem uma mensagem de um dos lugares mais sombrios e perigosos do mundo, a fábrica Azovstal, na Ucrânia. 

Os parceiros de vida destas mulheres ucranianas, que defendem a cidade de Mariupol, sobreviveram durante meses, cercados, em condições desumanas, completamente afastados do mundo e a serem constatemente bombardeados pelo exército russo.

Olga Andrianova, esposa do combatente Serhii, referiu que a última vez que estiveram em contacto foi há 10 dias. O soldado disse à esposa que a situação é "crítica" e que não há "ajuda médica" nem "água".

Com a notícia das primeiras evacuações dos soldados, as preocupações não acabaram. Elas não sabem o destino dos entes queridos.

Hanna Naumenko, noiva de Dmytro Danylov, explicou que o companheiro lhe escreve muito pouco, mas pediu-lhe para não se preocupar com as notícias, algo que a deixou "ainda mais preocupada".

As mulheres aparentam estar exaustas, mas os seus rostos iluminam-se de cada vez que lhes vem à memória as mensagens dos companheiros. Fala-se pouco de combate.

Daria Tsykunova, namorada de Ilya Samolienko, contou que quando conversam ao telemóvel falam sobre os planos futuros.

Elas dizem que são soldados do campo da informação. Muitas vezes, os soldados são questionados sobre as ligações do batalhão Azov a movimentos de extrema-direita.

Yuliia Fedosiuk, esposa de Arseniy Fedosiuk, deu a resposta e defendeu que a propaganda russa na Europa é "forte" e que as pessoas pensam que os soldados Azov são "neonazis ou fascistas". 

Ela acrescentou depois aquilo que as esposas dos combatentes dizem aos órgãos de comunicação social: "O batalhão Azov é parte oficial do exército ucraniano"

O maior apoio, no momento mais difícil da vida destas mulheres, vem daqueles que elas estão a tentar salvar.

Por seu turno, Kateryna Prokopenko, esposa do comandante do batalhão Azov, Denys Prokopenko, salientou que ele é o seu "maior apoio".

Estas ucranianas pretendem continuar a dar voz a Mariupol e aos seus defensores, esperando vir a salvar muitas vidas.