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Soldados ucranianos retirados da fábrica Azovstal

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De  euronews  com AP, Lusa
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AP   -   Direitos de autor  Dmytro 'Orest' Kozatskyi/Azov Special Forces Regiment of the Ukrainian National Guard Press Office

Foram retirados da fábrica Azovstal em Mariupol 264 militares ucranianos, 53 dos quais feridos com gravidade depois dos ataques das tropas russas dos últimos dias.

De acordo com a vice-ministra da Defesa da Ucrânia, os combatentes foram levados para duas cidades ucranianas em Donetsk, território ocupado por separatistas pró-russos, onde já estão a receber cuidados médicos. Os 53 feridos foram transportados para a cidade de Novoazovsk e os restantes 211 soldados seguiram para a cidade de Olenivka. 

A operação aconteceu graças a um acordo de troca de soldados russos capturados pelas autoridades ucranianas.

"A Ucrânia precisa de heróis ucranianos vivos"
Volodymyr Zelenskyy
Presidente da Ucrânia

No discurso noturno, o presidente ucraniano chamou de "heróis vivos" aos militares resgatados da fábrica e agradeceu às Nações Unidas e à Cruz Vermelha pela negociação do cessar-fogo com a Rússia que permitiu a saída dos soldados. 

A retirada foi possível "graças às ações dos militares ucranianos, das Forças Armadas da Ucrânia, dos serviços de informação, da equipa de negociação, do Comité Internacional da Cruz Vermelha e das Nações Unidas", sublinhou Zelenskyy. 

Zelenskyy salientou que "a Ucrânia precisa de heróis ucranianos vivos". "Este é o nosso principal objetivo", acrescentou, explicando que o trabalho prosseguia "para os fazer regressar a casa, um trabalho que requer delicadeza e tempo".

Rendição da Ucrânia em Azovstal

A fábrica de Azovstal simboliza a resistência ucraniana durante quase três meses de invasão da Rússia. Os civis que usavam o edifício como abrigo saíram no início deste mês em várias operações organizadas pelas Nações Unidas.

Agora foram os soldados que, cercados pelo exército de Putin, acabaram por abandonar o local, cedendo à Rússia o controlo de toda a cidade de Mariupol. 

Ataques continuam na Ucrânia

Dez civis morreram num bombardeamento russo numa zona residencial na cidade de Severodonetsk, em Luhansk.

Foram ouvidas várias explosões em Lviv durante a noite desta segunda-feira. Em Kiev, os alertas de ataques aéreos soam todos os dias e o recolher obrigatório ainda está em vigor. 

O autarca aconselhou os ucranianos que moram na capital a não regressarem à cidade e a irem para um local mais seguro enquanto não há paz definitiva.