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Quantos combatentes estão ainda na fábrica Azovstal?

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De  Euronews
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soldados ucranianos que se rendem às forças russas
soldados ucranianos que se rendem às forças russas   -   Direitos de autor  AP/Russian Defense Ministry Press Service

Que destino para os soldados ucranianos que têm estado a render-se às forças russas, no complexo da siderurgia Azovstal? E quantos serão? Dúvidas inquietantes que pairam na mente dos ucranianos e das organizações de direitos humanos

O líder separatista da autoproclamada República Popular de Donetsk afirmou aos jornalistas que os altos comandos e os combatentes de altas patentes estão ainda dentro da fábrica.

Denis Pushilin diz que de acordo com os dados que têm "estavam na fábrica Azovstal mais de duas mil pessoas. Saíram 265 e mais 617; por isso, mais de metade ainda lá está".

Pushilin diz que os combatentes têm apenas duas alternativas: render-se e ser julgados como criminosos de guerra, ou a morte.

Kiev falou de uma futura troca de prisioneiros, mas a Duma está a debater o que fazer com eles e pediu ao Supremo Tribunal que declare os soldados do batalhão Azov membros de uma "organização terrorista". O tribunal deve pronunciar-se no dia 26 de maio.

A Rússia acusa o batalhão Azov de ser neonazi e alguns políticos pedem que seja restabelecida pena de morte para eles.

A Amnistia Internacional expressou preocupação com a sorte destes prisioneiros, que refere: "têm sido desumanizados pelos media russos e retratados na propaganda de Putin como 'neonazis' durante a guerra agressiva da Rússia contra a Ucrânia".

Os soldados ucranianos têm estado escondidos nos túneis subterrâneos da enorme fábrica de aço Azovstal, que se tornou um símbolo internacional de resistência à ofensiva russa lançada a 24 de fevereiro.

O porto estratégico de Mariupol, onde se situa o complexo industrial, foi completamente devastado pelos combates.

Na quarta-feira, as ruas da cidade, nas quais estavam expostas bandeiras russas, estavam desertas, segundo um jornalista da AFP. De acordo com quatro residentes entrevistados pela agência noticiosa francesa, a eletricidade foi cortada a 3 de março e ainda não foi restaurada.