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"Portos da Polónia e Báltico têm de ser alternativa", diz presidente lituano

Líderes da Polónia e países bálticos com Volodymyr Zelenskyy
Líderes da Polónia e países bálticos com Volodymyr Zelenskyy Direitos de autor AP/AP
Direitos de autor AP/AP
De  Oleksandra Vakulina
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Gitanas Nausėda falou à Euronews à margem do Fórum Económico Mundial em Davos.

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Os Estados Bálticos e a Polónia têm de oferecer uma rota alternativa para as exportações de cereais da Ucrânia, perante o bloqueio russo ao porto ucraniano de Odessa, no Mar Negro. Isso mesmo foi dito pelo presidente da Lituânia, Gitanas Nausėda, que falou à Euronews durante o Fórum de Davos e alertou para o que pode ser uma importante crise alimentar: "Desbloquear os portos é a alternativa mais apropriada para resolver este problema. Mesmo se não conseguirem desbloquear Odessa, há canais alternativos, soluções logísticas para exportar os cereais através dos portos da Polónia e do Báltico", disse.

Mesmo se não conseguirem desbloquear Odessa, há canais alternativos, soluções logísticas para exportar os cereais através dos portos da Polónia e do Báltico
Gitanas Nausėda
Presidente da Lituânia

Ao nível político, o parlamento da Lituânia votou por unanimidade o reconhecimento da invasão russa da Ucrânia como um ato de genocídio: "A Ucrânia não luta só pela sua liberdade, luta também pela nossa. Provavelmente, entendemos isso melhor do que qualquer outro país na Europa, já que estamos muito próximos de um país perigoso. Penso que sabem de que país estou a falar", reiterou Nausėda.

A Lituânia decidiu retirar o embaixador da Rússia a partir do dia 1 de junho, de acordo com um decreto presidencial assinado agora, sem ter nomeado qualquer sucessor. O embaixador russo na Lituânia foi expulso em abril. Os dois países cortaram assim todas as relações diplomáticas.

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